Crime passional consumado na Maia (actualizado)

Há relações que não acabam nada bem. Um desgosto amoroso pode, por vezes, ser levado ao extremo. E que o diga a ex-namorada de um jovem que, no passado fim-de-semana, a resolveu sequestrar, agredir e violar. Ele é da Maia. Ela é de Ovar. Ele tem 24 anos. Ela tem 37. Ele não aceitou o fim do namoro. Ela seguiu vida nova e até já tem uma outra cara-metade. Ele é o agressor, ela é a vítima. O desfecho do ilícito foi brutal e deu-se em terras da Maia, na freguesia de Barca.

Como se não bastasse, o agressor, um empregado fabril, contou com a ajuda de um amigo, colega de profissão, para levar a cabo o triplo crime. A dupla de suspeitos foi detida no início da tarde de ontem, quando o relógio marcava 15h10. Antes disso, deu-se no sábado uma viagem que partiu de Ovar. Ao início da noite, a jovem ex-namorada do agressor saía do trabalho, quando foi surpreendida pelo antigo companheiro, ajudado pelo cúmplice, na altura em que se preparava para entrar em casa. Já não entrou. Entrou sim numa viatura que conduziu os bandidos e a vítima até à freguesia de Barca, onde foram consumados os maus tratos que deixaram mazelas visíveis na ex-companheira. Amarrada, com ferimentos vários e a precisar de tratamento hospitalar. Revela fonte da PSP da Maia que foi assim encontrada a vítima, que de imediato foi conduzida ao Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Ex-namorada para o hospital, criminosos para a esquadra. Foram detidos na Rua do Calvário, em Barca, na sequência de um plano orquestrado pelo ex-companheiro e que acabou por sair furado. Depois de consumados os maus tratos e ainda a violação, o criminoso lembrou-se de obrigar a vítima a enviar uma mensagem escrita à mãe, onde lhe “contava” que “ia mudar de vida” e que “ia volta para o ex-namorado”. A mãe da agredida não “mordeu o isco” e achou estranha a história. Daí até à denúncia às autoridades foi um passo e estava desencadeada a detenção.

Os dois indivíduos foram presentes ao tribunal da comarca da Maia na manhã de segunda-feira, onde respondem pelos crimes contra a liberdade pessoal e contra a integridade física. Fonte da PSP aventou ainda que se desconhece que os detidos tenham antecedentes criminais.

Pedro Póvoas