Juventude Popular critica “gastos excessivos” da Câmara da Maia

“Aberrante”. É assim que a Comissão Política Concelhia da Juventude Popular (JP) da Maia considera “muita” da despesa pública contraída pelo executivo da Câmara Municipal da Maia entre 2009 e o momento actual. A afirmação da estrutura surge com base num estudo e levantamento prévio de informação em órgãos oficiais.
A JP afirma que é com “bastante alarmismo e desconfiança” que se viu confrontada com despesas contraídas pelo executivo, “que contrariam totalmente uma lógica de contenção e eficaz gestão das contas públicas do município”.

A estrutura afirma que lhe é “completamente incompreendido e injustificável” que a câmara municipal tenha gasto “quase um milhão e meio de euros em serviços e bens que desafiam o bom senso, e muitas vezes entram em contraditório, provocando assim em nós, em alguns casos, a clara sensação de repetições nos propósitos e fins dessas despesas”.

A JP reprova assim “veemente” “muitos dos gastos” que foram realizados nas áreas de comunicação e imagem, urbanismo, cultura e desporto. Na sua opinião, “não há qualquer justificação para a Câmara Municipal da Maia gastar, a título de exemplo, 45 mil euros numa WebTV Municipal, 25 mil euros no ajardinamento de uma rotunda na zona industrial, 54 mil euros na colocação de iluminação de Natal, 30 mil euros na elaboração de uma campanha de sensibilização para a qualidade do ar no concelho, 54 mil euros em dois concertos nas festas populares e religiosas, 30 mil euros na edição e impressão de um livro sobre os trinta anos de desporto na Maia, 20 mil euros em aquisição de obras de arte, 55 mil euros na produção de um livro subordinado à temática do Ambiente, 74 mil euros em agenciamento num canal de TV para publicitação do concelho, 18 mil euros para a colocação de outdoors contra as portagens nas SCUT, 30 mil euros para a sexta edição da revista da Assembleia Municipal, 42 mil euros para a produção e colocação de lonas no complexo das inexistentes piscinas olímpicas, mais de 200 mil euros em vários serviços de comunicação e imagem”. Exemplos apontados da JP da Maia que integram uma lista “de despesas supérfluas que ascendem a pouco menos de um milhão e meio de euros”.

Em nome da juventude maiata, a comissão política da JP “suplica” ao executivo municipal uma “revisão de consciência nesta conduta despesista que roça a incredulidade e a forte desconfiança numa transparência mais do que elementar”. E pede ainda à para dar um exemplo “positivo” a um país “às portas de um orçamento devastador para as famílias e as empresas”.

Isabel Fernandes Moreira