Castanhas, pão e milho na Quinta da Gruta (vídeo)

O S. Martinho é tempo de castanhas. Isso já toda a gente sabe. No entanto, a Quinta da Gruta decidiu celebrar este dia de forma um pouco diferente, com actividades, jogos e insufláveis alusivas ao dia, destinados às crianças de várias escolas, principalmente do concelho da Maia.

Entre muitas actividades, as cerca de 350 crianças puderam fazer pão de alecrim, participar numa desfolhada, trabalhar em ateliers laboratoriais, de olaria, brincar em insufláveis, participar em jogos tradicionais, antes da inevitável degustação das castanhas, fruto tão característico desta festa.
A coordenadora do Complexo Ambiental da Quinta da Gruta, Marta Moreira, fala numa vertente pedagógica que não podia faltar: “Nestas datas festivas temos sempre uma actividade especial. Aqui eles vão ter oportunidade de fazer e aprender coisas diferentes do que fariam num dia normal de escola. Nós focamo-nos muito na parte ambiental e, para além da parte prática, porque é importante mexer e fazer, as crianças têm também um conteúdo teórico para que levem daqui algum conhecimento”.

No final, os mais pequenos podem usufruir do seu trabalho. “Para além das castanhas, as crianças vão poder provar o pão que fizeram e o milho que desfolharam. Além disso, vão também poder levar a folha de castanheiro que decalcarem no atelier de olaria. Só não vão poder provar o água-pé, vão beber chá”, diz, entre risos, Marta Moreira.

Entre os mais pequenos, os insufláveis foi a actividade que fez maior furor. Inês Maia, da EB1 de Frejufe, estava entusiasmada com as actividades: “Já fomos ao laboratório, andámos a brincar no parque e agora vamos fazer pão. Gostei mais dos insufláveis”.
As castanhas também reúnem as preferências das crianças. Questionadas sobre se gostam do fruto característico da época, as respostas são unânimes: “Siiiiiiiiim”.
Ana Maria, coordenadora da EB1 de Frejufe, fala num dia diferentes, sem esquecer a vertente do ensino. “Demos prioridade à Quinta da Gruta por ser do nosso concelho, já que somos de Silva Escura. Tínhamos outra actividade programada para o caso de chover, mas até agora fez-se o tal sol de S. Martinho. Eles estavam muito entusiasmados por vir aqui. Alguns docentes mostraram as fotos da Quinta e eles ficaram ansiosos. No entanto, é preciso não esquecer a vertente mais pedagógica, porque nas escolas tem que haver sempre o objectivo educativo. Estamos a conseguir e é preciso preservar estas tradições”, diz a docente da escola maiata.

André Cordeiro