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Deputados do PS Porto iniciam conjunto de visitas na Maia

Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo círculo eleitoral do Porto iniciaram esta semana uma série de visitas por diversos concelhos do Distrito com o objectivo de sentir os problemas que afectam o dia-a-dia de empresas e instituições. O périplo arrancou, na segunda-feira, na Maia, com uma visita à Mecanidraulica, uma empresa que factura cerca de 16 milhões de euros por ano e emprega 132 trabalhadores.

A sociedade Mecanidraulica – Ambiente e Metalomecânica, S.A. tem duas empresas de metalomecânica, uma no segmento das estruturas metálicas e tratamentos de superfície, situada na Maia, e outra em caldeiraria, energia e ambiente, em Viana do Castelo.
As exportações representam cerca de 80 por cento do volume de negócios. No entanto, o administrador da empresa, Joaquim Gomes, diz que não exporta mais porque não lhe foi atribuído o apoio que pediu ao IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresa e à Inovação. Foi essa a razão que levou o empresário a pedir aos deputados que visitassem a sua empresa. “Esta empresa em 2008 exportou 70 por cento, em 2009 exportou cerca de 80 por cento e em 2010 não exporta mais porque não teve condições para fazer face às despesas correntes, ao esforço que é necessário para estar no mercado internacional”, desabafa.

De acordo com Joaquim Gomes, a Mecanidraulica tem orçamentos elaborados para o exterior no valor de 57 milhões de euros, sete milhões de euros em encomendas para concretizar e já produziram este ano mais de 9,5 milhões de euros, apenas na unidade da Maia.
Não escondendo a desilusão, o empresário avisa que é preciso “acarinhar”, que é como quem diz, apoiar as Pequenas e Médias Empresas porque “são o motor da economia nacional, são elas que trazem riqueza para o país, não são as grandes empresas, mas essas têm tudo facilitado”. Mas enquanto as PMEs não foram tratadas de igual forma, garante Joaquim Gomes, “não há economia que resista”.

O empresário adianta ainda que tem um projecto de investimento em curso que considera “ambicioso” e que tem possibilidades de abrir as portas do mercado externo a outras PME’s. Por isso, reitera, “é importante que se olhe para as pequenas e médias empresas de um forma global, mas de uma forma correcta e séria, o que não tem sido feito até agora”.
Primeiro, os deputados reuniram com a administração da empresa. Depois, visitaram a unidade fabril. No final, o deputado Fernando Jesus, reconhecendo a dinâmica “fantástica” da empresa e o “espírito empreendedor” do administrador, adiantou que conseguiu agendar uma reunião no IAPMEI para ver se consegue desbloquear investimento para a empresa. “É uma empresa exportadora, cria riqueza para o país, queremos que ela continue, mas sabemos que a conjuntura é difícil e, por isso, vamos ver se é possível, através do PME Investe 6, que é o último programa para o investimento para acudir a problemas de inovação para as empresas exportadoras, injectar aqui algum dinheiro no sentido de evitar que a empresa possa falir”.

Depois da reunião com o IAPMEI, Joaquim Gomes espera que lhe seja concedida a possibilidade de pagar “sem carência” um financiamento que dê liquidez à empresa para poder retomar o mercado externo. “Sem isso, nós não temos possibilidades”. “No princípio do ano, recusamos mais de três milhões de euros de trabalho, nomeadamente para Guadalupe, onde terminamos um central térmica recentemente. Recusamos porque não tínhamos capacidade financeira para fazer face às despesas correntes do contrato”.

O périplo pelos concelhos do distrito do Porto vai continuar, todas as segundas-feiras, a empresas e instituições sociais. “Nós sabemos que os problemas do país são gravíssimos, ao nível empresarial, ao social, e é esses sectores que nós vamos, nos próximos tempos, acompanhar e partilhar com as pessoas os problemas e desafios que se colocam”.

Isabel Fernandes Moreira

1 responder
  1. adao bastos
    adao bastos says:

    Será que os senhores deputados não tiveram a amabilidade de dar a conhecer a sua visita aos eleitos do PS na Maia, vereadores e deputados municipais e à Direcção Concelhia? Seria oportuno e conveniente para ambas as partes e a Maia que o fizessem!

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