Um Natal de crise com apelo ao bom senso

Os tempos não estão fáceis. A crise já convive connosco como um emigrante enraizado na cultura portuguesa e as medidas orçamentais não advinham facilidades.
Ainda assim o Natal está à porta e os portugueses começam a fazer contas à vida para ver que prendas podem oferecer a quem mais lhes é querido. E com o IVA ainda a 21% é de aproveitar porque em 2011 é tudo mais caro.

Aos mais pequenos não é preciso perguntar as preferências, e ele são os que menos têm que sofrer com os tempos da afamada crise económica. Consolas, jogos ou bonecos dos super-heróis preferidos reúnem as escolhas dos mais pequenos. Se forem em segunda mão, eles nem notam.
A moda dos vampiros e do Harry Potter não passa despercebidas às crianças. Os artigos ligados a estas sagas estão no topo das suas preferências e com tanta publicidade é impossível fugir-lhes. A Hello Kitty e tudo o que está associado à gata cor-de-rosa também não deixa de fazer parte do imaginário infantil, no sector feminino.

No entanto, quando se pensa no que oferecer aos mais graúdos a escolha é mais complicada. Com o tempo frio a fazer das suas, os cachecóis, luvas, gorros, casacos e roupas quentes são sempre bem vindos.
Nas redes sociais há também o fenómeno do reaparecimento da moda das meias. Há uns anos tornado cliché de Natal para quem não tinha imaginação, agora parece ter regressado em força como prenda pretendida. E até poder servir para o Pai Natal pôr os presentes que trouxer madrugada de 25 de Dezembro.

Para quem gosta de tecnologia, a escolha é em abundância. Desde telemóveis, a plasmas, o que depende é de quanto se está disposto a gastar. Para quem quiser esticar os cordões à bolsa, ou neste caso é mesmo quem puder, o novo iPhone 4 ou o novíssimo iPad são as escolhas ideias. Quem estiver mais “poupadinho”, há sempre os iPods, ou outros smartphones.
Os livros, CDs e DVDs também são escolhas habituais para esta época natalícia. São educativos, apoiam a cultura e não defraudam as expectativas de quem os recebe. Além disso, não perdem a utilidade e toda a gente pode usufruir deles.
Para quem quiser ser original há sempre as canecas e t-shirts personalizadas. Sempre se pode escrever o que quiser, é barato e será difícil não agradar a quem a receber. Em casos mais difíceis, os já populares cheques-prenda são uma excelente solução.
Porque o bom e o barato raramente vem junto, o bom senso manda que se arranje o equilíbrio entre os dois.

André Cordeiro