BE considera incompreensível PIDDAC não contemplar a Maia

“Uma situação incompreensível”. É assim que o Bloco de Esquerda classifica o facto do concelho da Maia não ver um cêntimo atribuído no PIDDAC – Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central – para 2011. “Mais uma vez o nosso concelho e a população da Maia se vê esquecida e preterida pelos mesmos de sempre”, afirma o BE em comunicado.

Os bloquistas da Maia acrescentam ainda que se trata de uma situação “intolerável”, principalmente quando percebem que já nos últimos anos as verbas transferidas para o município eram “quase nulas”.

Na mesma nota, o BE recorda que o partido propôs que a obra do metro para o traçado Maia -Trofa se mantivesse como investimento a ser realizado já em 2011 por considerar que se tratava de uma obra que “promove a coesão social, melhora a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos”. “Infelizmente”, acrescentam, “estas como todas as propostas do Bloco de Esquerda para PIDDAC foram chumbadas pelo PS com a conivência do PSD e do CDS-PP (que se abstiveram)”.

O BE lembra também a “grave” crise económica que assola o país e que tem levado a “um aumento brutal do desemprego, da pobreza, da precariedade, da exclusão, da fome, da insegurança e ao aumento constante de exploração e um ataque brutal aos direitos sociais da grande maioria dos homens e mulheres do nosso país”. E aponta como responsáveis “os mesmos de sempre”, ou seja, “os que nos têm governado ao longo de mais de três décadas”.

O Bloco de Esquerda diz ainda acreditar que a situação “não é” uma fatalidade e que o país tem futuro. Mas “só com outras apostas poderemos dar esperança e confiança aos portugueses”. Por isso, vêm o investimento público com um “factor decisivo para alavancar a economia e permitir a criação de emprego, de riqueza e ao mesmo tempo de dotar os concelhos e o país de infra-estruturas que lhe são fundamentais para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das populações”.

“Infelizmente”, dizem, o actual Governo e a maioria que tem suportado as suas opções políticas e económicas “não têm o mesmo entendimento” no que toca às opções económicas e aposta na redução dos salários, no corte das prestações sociais e no corte do investimento. Apontam como o exemplo mais evidente “as decisões negativas relativamente ao PIDDAC”.

Isabel Fernandes Moreira