Bragança Fernandes quer dar “nova vida” à zona desportiva

O presidente da Câmara Municipal da Maia quer acabar de vez com o esqueleto daquilo que era para ser uma piscina olímpica, um espaço que reconhece estar “degradado” e dar-lhe uma nova vida. Isso poderá estar para breve, tendo em conta que terminou no dia 26 de Novembro o período de discussão pública da proposta de Delimitação da Unidade de Execução correspondente à Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 3.5. Zona Desportiva da Cidade, na freguesia de Vermoim, que engloba o espaço.

Houve apenas uma participação de um dos proprietários de terreno, a BP – Portugal, detentora da única parcela de terreno, com 3041 metros quadrados, que não integra o Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado – Praça Maior, nem pertence ao domínio privado da Câmara Municipal da Maia. “É o único bocado de terreno que não é nosso, vamos tentar que seja transferida para o Requeixo”, adianta o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes.
Bragança Fernandes aproveita para esclarecer que de acordo com o Plano Director Municipal (PDM) foram criadas unidades de execução. No concelho da Maia foram estabelecidas cerca de 65 unidades que definem o que deve ser edificado. “Em qualquer loteamento numa zona de expansão, tem que saber que ali tem de ter uma creche, um pólo desportivo, zonas de apoio, se for uma zona habitacional. Tem de pensar nisso tudo”. Com a criação destas unidades, acrescenta o autarca, a câmara municipal está “a planear o futuro dos maiatos”.

No caso em análise, “pode ser zona de lazer, de restauração, pode ser um cinema, pode ser uma zona de saúde, pode ser um colégio, pode ser um hospital”. Tudo depende, acrescenta, do projecto que a GEF – Gestão de Fundos Imobiliários, S.A apresentar ao executivo. Certo é que tem se ser um projecto “apetecível”, “para que apareçam compradores e para começar a criar algo bonito ali porque aquela zona está degradada há muito tempo, é uma zona feia, nem parece uma zona desportiva”.

Para apreciação dos munícipes esteve a proposta de delimitação da unidade, bem como a solução urbanística base. Diz o documento em análise que considerando que em Março de 2010 foi assinada a escritura de constituição do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado de Subscrição Particular Praça Maior, que tem como Sociedade Gestora a GEF – Gestão de Fundos Imobiliários, S.A. e considerando que agora, “mais do que nunca”, é “imprescindível” dar seguimento aos procedimentos necessários ao desenvolvimento daquela zona da cidade, desenvolvendo os projectos necessários para cumprir a estratégia traçada no Plano Director Municipal (PDM), nomeadamente no que toca à contenção dos perímetros, compactação e requalificação dos principais aglomerados urbanos e dotação dos mesmos de áreas para equipamentos e espaços verdes.

O plano que contempla as ideias-chave para a área desportiva do concelho, está pronto. E o objectivo da autarquia passa por abrir a zona à cidade, modernizando-a e adicionando valências que complementem a vertente desportiva e aumentam a oferta de recreio e lazer.

Área

A área é delimitada pelas avenidas Luís de Camões, D. Manuel II e pelas ruas Altino Coelho e José Rodrigues de Silva Júnior. O espaço acolhe o estádio municipal Vieira de Carvalho, bem como a pista de atletismo, o pavilhão municipal, o campo de treinos, o complexo de ténis e o pavilhão municipal de ginástica.
Na área delimitada a edilidade maiata quer ver surgir courts de ténis, um hotel com centro de estágio, um health club, um parque de estacionamento, restaurantes e novos espaços de lazer e até um espelho de água.

De acordo com as ideias-chave, deverá ser necessário demolir o campo de treinos contíguo ao estádio. Mas a demolição deverá aguardar uma alternativa.
As novas construções ficarão a cargo do Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado Parque Maior, gerido pela GEF, que tem a ser cargo a urbanização de 4,5 hectares.
De acordo com Bragança Fernandes, a GEF tem por obrigação começar a fazer projectos para que sejam aprovados em reunião de executivo, e para que possam começar a negociar o terreno. “O fundo, embora seja da Câmara Municipal, vai ter de arranjar uma solução para aqueles terrenos”, acrescenta o autarca. Encontrar soluções e investidores para construir os espaços recreativos, de lazer e hotelaria. “Queremos criar projectos que sejam apetecíveis, que consigam atrair possíveis compradores para tentar que aquela área seja melhorada, porque ela já está ali há tantos anos. É um mau aspecto. Queremos anunciar o mais depressa possível para aquela zona ficar aprazível”, afirma.

Segundo Bragança Fernandes, “para o ano, o plano tem de estar pronto e eles (GEF) têm de começar a negociar para ver se eu consigo trazer alguém para dignificar aquela zona que já está assim há muitos anos”. São tudo ideias, “vamos ver se são concretizadas”, conclui o presidente da Câmara Municipal da Maia.

Isabel Fernandes Moreira