Trabalhadores dos CTT acampam em protesto na Maia

Cerca de 40 dos 420 trabalhadores do antigo centro de distribuição dos CTT de Vila Nova de Gaia montaram um acampamento junto às instalações da empresa, na Zona Industrial da Maia.
Sem faltarem ao trabalho, por turnos, os trabalhadores protestam contra o facto de ainda não terem recebido qualquer subsídio de deslocação.

A transferência de Vila Nova de Gaia para a Maia aconteceu há cerca de dois meses. E desde então grande parte dos trabalhadores tem de fazer mais quilómetros, em viaturas próprias, implicando mais gastos em combustível, principalmente para aqueles que trabalham nos turnos em que não há transportes públicos. Em média, cada trabalhador está a gastar entre 200 a 250 euros a mais, por mês. “É um encargo que não conseguimos comportar. Esta situação dura há dois meses e por parte da administração só temos tido falsas promessas, não resolvem o problema”, lamenta Joaquim Silva. Perante a falta de resposta da empresa, os trabalhadores decidiram fazer um “protesto simbólico” e “sem prejudicar os utentes, porque se há coisa que os funcionários dos CTT têm orgulho é no seu trabalho e servir a população”, sublinha Joaquim Silva, que tal como os restantes colegas, está a cumprir o seu horário de trabalho. Nas horas em que devia estar junto da família, fica no acampamento improvisado. “Como temos todos horários diferentes, vamo-nos revezando entre todos”, diz.

Para já, os trabalhadores vão manter-se no acampamento em protesto, “até a administração assumir a sua responsabilidade e compensar os trabalhadores”, adianta Joaquim Silva. Mas não está colocada de parte a hipótese de os trabalhadores endurecerem as acções de protesto.

Fernanda Alves