Alunos do Castelo da Maia “adoptam” Causa da Criança

Um grupo de alunos do 7º G da Escola Secundária do Castelo da Maia visitou, na semana passada, o Centro de Acolhimento Temporário (CAT) da Prosela – Causa da Criança. O objectivo era entregar fundos e bens de primeira necessidade para a instituição, que conseguiram recolher e alguns “mimos” para os meninos.
A iniciativa está inserida num projecto alargado e multidisciplinar, denominado “À Descoberta do Castelo da Maia” e pretende sensibilizar os alunos da escola para a celebração do Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e Exclusão Social, alertar para situações de pobreza e exclusão social na área do estabelecimento de ensino e estimular o espírito de partilha e o gosto de fazer / construir algo para os outros.

O tema está a ser desenvolvido em formação cívica e todas as turmas de 7º ano estão a tentar desenvolver algum projecto. O 7º G decidiu “adoptar” a Causa da Criança. “E vamos fazer, ao longo do ano, várias iniciativas para ajudar esta instituição”, afirma a directora de turma, Rita Gonçalves.

Mas a pensar no Natal, os alunos do 7ºG levaram a efeito uma série de actividades tendo como propósito a recolha de fundos e bens de primeira necessidade para entregar na instituição, “desde a venda de bolos às rifas”, “porque são produtos que faltam sempre”. Os alunos trataram ainda de decorar caixas de sapatos que rechearam com pequenos “mimos” para entregar às crianças institucionalizadas no CAT Prosela – Causa da Criança, ou seja, uns presentes adequados às faixas etárias. Ainda em Área de Projectos os alunos construíram enfeites de Natal para decorar a instituição.

Esta quarta-feira foi então o dia de entregaram tudo na instituição e “correu tudo muito bem”, confessa Rita Gonçalves. “Fomos muito bem recebidos e os nossos alunos tiveram a oportunidade de ver como é que aquelas crianças vivem”. A docente acrescenta ainda que os seus alunos ficaram “agradavelmente” surpreendidos com o carinho com que os meninos são tratados, a atenção e preocupação que têm”.

Rita Gonçalves acredita que a visita fez “muito bem” aos seus alunos, meninos provenientes da classe média / média alta, com retaguarda familiar e com famílias estruturadas que, “não têm, às vezes, consciência de que há tanta gente que não tem aquilo que eles têm, que não têm um tecto, não têm uma família que os apoie, nem o amor e carinho que eles estão habituados”, enumera. Por isso, considera que estas iniciativas os fazem crescer e que é nestas idades, senão mais cedo, que eles devem começar a ser alertados para estas realidades, para também darem valor àquilo que têm. Principalmente “darem valor àquilo que não lhes falta, principalmente a nível emocional”, acrescenta.
Outra parte da turma deverá visitar o CAT da Prosela no final do segundo período com uma actividade mais lúdica, que pode passar pela representação, o canto ou a dança”.

Isabel Fernandes Moreira