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PS Maia reuniu com direcção do Pedrouços

Dando continuidade aos encontros denominados “Vias de Diálogo”, uma delegação do Partido Socialista (PS) da Maia reuniu com a direcção do Pedrouços Atlético Clube, mais concretamente com o presidente Carlos Caseira.
De acordo com uma nota de imprensa da concelhia socialista, esta freguesia do concelho da Maia apresenta na sua densidade populacional o maior número de jovens do concelho, um factor que “mais do que nunca, justifica esta quase centenária colectividade”. Mas, acrescenta o documento citando o dirigente desportivo, o factor geográfico e demográfico que justificam atenção particular, por parte do executivo camarário, “quase nunca tem sido tomado em conta”. Dizem os socialistas que o parâmetro mais relevante para a distribuição dos apoios aos clubes no seu entender, “está intimamente ligado aos resultados desportivos, no entanto não são garantidas as condições básicas ao PAC para os atingir, diz Carlos Caseira”.

De acordo com a mesma nota do PS, os dois mandatos de dois anos cada um para os quais esta direcção foi eleita ainda não foram suficientes para retirar o clube da “herança pesada – económica e financeira”, que recebeu das anteriores direcções que estiveram antes da Comissão Administrativa. No entanto, “já foi possível regularizar as dívidas à Segurança Social e às Finanças, ao mesmo tempo que obtêm resultados desportivos que honram o clube e o concelho”.

No que toca às necessidades imediatas, o clube aponta a aquisição de um autocarro, a vedação do recinto e o relvado sintético no campo onde jogam e treinam as equipas de formação. Um relvado sintético que, de acordo com Carlos Caseira, foi uma promessa “não cumprida” do presidente da Câmara da Maia. A este respeito, o PS, pela voz do deputado Vítor Silva, questionou Bragança Fernandes na Assembleia Municipal, na semana passada.
O edil da Maia confirmou que efectivamente prometeu ao clube a colocação do sintético, contudo acrescentou que as necessidades do concelho, nesta altura, são outras. “Acho que nesta altura, os 500 mil euros devem ser aplicados na acção social. O dinheiro hoje não abunda, pelo que isso vai ser feito na altura própria”.

Segundo os socialistas, Carlos Caseira lamentou ainda um episódio relacionado com a instalação de uma antena da Vodafone. Em negociação directa, dizem, esta faria reverter para o clube uma renda mensal de 1500 euros. Mas devido a uma decisão camarária, a referida antena obteve luz verde e foi instalada no recinto desportivo do clube, sem que este receba qualquer valor pecuniário.