Perda de água baixou para níveis históricos

O município da Maia registou em 2010 o valor mais baixo de sempre de perda de água. De acordo com os Serviços Municipalizados da Maia, a perda de água na rede de distribuição foi de 15,24 por cento, no decurso do ano passado. Este é o valor “mais baixo de sempre na história dos Serviços Municipalizados da Maia”, lê-se no ofício enviado ao executivo pelo director delegado, Albertino Silva.
Este foi um dos pontos que integrou a Ordem de Trabalhos da reunião pública mensal da Câmara da Maia, para conhecimento do executivo.

A Maia é, de acordo com o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, o município da Área Metropolitana do Porto que registou o valor mais baixo. “Noutros concelhos, a perda de água chega aos 40 e 50 por cento”, afirmou.

De resto, nesta reunião foi aprovada a celebração de um protocolo de parceria, no âmbito do projecto SER – Sensibilizar, Educar e Responsabilizar, a realizar entre o Agrupamento de Centros de Saúde da Maia, Instituto Superior da Maia, Agrupamento de Escolas de Águas Santas, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Maia, Santa Casa da Misericórdia da Maia e Câmara Municipal. Tem como objectivo “prioritário” a “promoção de competências parentais para o desenvolvimento de famílias saudáveis”. Para o efeito, estão previstas parcerias com outras entidades, de forma a “prevenir factores de risco; promover o bem-estar das crianças; fomentar a qualidade de vida das famílias; criar condições favoráveis ao desenvolvimento/crescimento harmonioso da criança”.
O executivo autorizou ainda a cedência do edifício da escola EB1 da Igreja, em Milheirós, à Banda Marcial de Gueifães para a instalação da sua escola de música. Será ainda realizada uma “pequena intervenção” no edifício, de forma a adaptá-lo aos novos fins.

Preocupação na Urbanização do Lidador

O caso do acampamento de cidadãos de etnia cigana foi abordado na última reunião pública da Câmara Municipal da Maia. Uma moradora da Rua 4 da Urbanização do Lidador, em Vila Nova da Telha, dirigiu-se ao executivo, alertando-o para o facto de terem chegado ao acampamento mais 30 indivíduos, considerando “um perigo tantos ciganos juntos”.
A moradora afirmou ainda ter ligado para o delegado de saúde, “porque eles vão fazer as necessidades à casa em frente, que está abandonada”. “Basta estar um bocado sol para ficar um cheiro impossível. Que fará quando chegar o calor”, interrogou a munícipe. O acampamento está situado junto há casa onde reside “há vinte e tal anos”. Ao longo de vários anos, sempre ouviu dizer que as famílias ali acampadas iam ser instaladas noutro local. Mas até agora, tal não aconteceu. Mais recentemente, veio a saber que a câmara adquiriu uns terrenos “vizinhos” à sua casa. “Fiquei espantada, e gostaria de saber que uso vai ser dado àquilo”, questionou.

A munícipe perguntou, mas não obteve qualquer esclarecimento por parte dos vereadores presentes, nem do presidente da câmara. “Daremos uma resposta por escrito. Vamos ver o que se passa”, respondeu Bragança Fernandes.

Fernanda Alves