Maia Internacional Acro Cup encheu pavilhão municipal de ginástica

“Extremamente satisfeito”. Foi assim que se mostrou o presidente do Acro Clube da Maia, Manuel Barros, este domingo, no final da quinta edição do “Maia Internacional Acro Cup”, aquele que já é considerado o maior evento gímnico de âmbito internacional realizado em Portugal, e que decorreu entre os dias 4 e 6 de Março, no Complexo Municipal de Ginástica da Maia.

A edição deste ano contou com um total de 230 ginastas, mais 22 por cento que na edição de 2010, oriundos de Portugal, França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Itália e Irlanda. Para o dirigente o aumento do número de atletas interessados em participar nesta prova “particular” é sinal que este torneio, “já merece muita credibilidade quer em termos nacionais quer em termos internacionais”.

O aumento registou-se principalmente em termos de participações nacionais, o que em seu entender prova “que a ginástica acrobática em Portugal está com muita força, muito sólida e tem muito boa gente a trabalhar nos clubes”, acrescentou. Por isso, em termos desportivos, Manuel Barros faz um balanço muito positivo da prova. “As delegações ficaram satisfeitas com o nível competitivo que conseguimos impor, muito graças a elas como é óbvio”.

E para o Acro Clube da Maia, clube organizador, “foi aquilo a que já estamos habituados”. Ou seja, conseguiram estar nos mais diferentes pódios. O clube maiato conseguiu o primeiro e segundo lugar de trios femininos de juniores; o primeiro lugar em pares mistos juniores; o primeiro lugar em trios femininos juvenis, o segundo lugar em pares femininos juvenis e o segundo lugar em pares femininos infantis. Embora Manuel Barros adiante que isso não seja o fundamental. “O importante é que a competição corra bem, que os miúdos não se magoem, que façam as coisas da melhor forma e sem grande pressão”.
Em relação à organização em si, se as anteriores já tinham sido consideradas “muito boas”, a deste ano foi, “sem dúvida, sem mácula”. “Tivemos um pavilhão completamente a abarrotar durante os três dias. É, de facto, muito importante para nós, Acro Clube da Maia, que isto aconteça porque, de facto, mostra que nós temos capacidade para organizar grandes eventos”, justifica o dirigente.

Manuel Barros recorda que este ano fazia parte do plano de actividades do clube a organização de uma Taça do Mundo mas que decidiram não realizar, “por questões políticas das federações”. Contudo, acredita que fica provado com a organização da 5ª educação do MIAC, no pavilhão municipal de ginástica, que estão preparados para acolher uma Taça do Mundo no próximo ano. “Esperamos conseguir fazê-lo. Por nós já poderia estar a ser feita este ano. Aliás, tivemos 100 ginastas dos melhores do mundo inscritos para esta Taça do Mundo que, à última hora, foi cancelada, em Dezembro, contra a nossa vontade”, afirma o presidente da direcção do clube.

O cancelamento esteve relacionado com a polémica que andou em torno da suspensão do estatuto de utilidade pública à Federação Portuguesa de Trampolins e Desportos Acrobáticos. Segundo o presidente da direcção do Acro Clube, a Federação de Trampolins e Desportos Acrobáticos não tinha condições, “nem financeiras nem logísticas”, para apoiar o clube nessa organização porque, “estava numa situação complicada e acabou por perder o estatuto de utilidade pública”. Por outro lado, a Federação de Ginástica de Portugal não tinha ainda competência para suportarem os clubes enquanto federação, ou seja, “as modalidades ainda não lhe pertenciam”.

Face à indefinição, a Taça do Mundo que ia ser organizada pelo clube maiato acabou por ser cancelada. “As modalidades já pertencem, desde há uns meses a esta parte, à Federação de Ginástica, mas já não fomos a tempo de conseguir apoio para organizar esta iniciativa”, afirmou o presidente da direcção.
Manuel Barros considera que as duas federações até se justificavam desde que os seus responsáveis gerissem o desporto em prol dos atletas que estão no praticável a trabalhar e não com outros objectivos. “Tanto nos importa que seja uma ou duas federações, para nós é indiferente, desde que isso sirva que ajudar os clubes e os ginastas a serem cada vez mais conhecidos em termos internacionais, isso é que é fundamental”, justifica o dirigente do Acro Clube.

Isabel Fernandes Moreira