Honório Novo quer mudar modelo de financiamento do Metro

No 10º dia de campanha, os candidatos da CDU pelo círculo eleitoral do Porto realizaram ontem uma arruada no centro da cidade da Maia. Entre distribuição de autocolantes e folhetos e acenares de bandeira lá foram contactando com a população.

Com a linha do metro como pano de fundo, o cabeça-de-lista da CDU, Honório Novo lamentou a confirmação daquilo que a coligação tinha anunciado há três anos: que o Metro do Porto estava falido e que se não fosse alterado o modelo de financiamento, a segunda fase do projecto seria comprometida.
Hoje, Honório Novo acusa o Governo e a própria Junta Metropolitana do Porto de falta de vontade política. “Hoje a realidade confirma que nós tivemos razão. Não é por causa da crise que a situação do metro está como está. É por falta de vontade política dos responsáveis governamentais e dos responsáveis da Junta Metropolitana do Porto, que sabiam exactamente o que é que estavam a fazer, estavam a financiar uma empresa onde a componente a fundo perdido, componente pública do financiamento da obra era absolutamente ineficiente, insuficiente com agora se prova nas palavras do próprio presidente do conselho de administração”, afirma.

Esta segunda-feira, o presidente do conselho de administração da Metro do Porto dizia estar “sem dinheiro para pagar as dividas”. Ricardo Fonseca mostrava a sua decepção pelo congelamento da segunda fase da rede e reiterou a gravidade das deficiências do financiamento da empresa. É que a dívida de 200 milhões de euros que a empresa temi vence em Julho, e o Governo ainda não deu garantias do pagamento da mesma.
No entanto, no final da assembleia geral da Metro do Porto, o presidente do Conselho de Administração (CA) disse hoje “não ter dúvidas” quanto à resolução da dívida de 200 milhões de euros e garantiu que “não está em causa” o funcionamento do metro. “Conforme se resolveram os problemas num passado recente, não tem a mais pequena dúvida que esse problema vai também ser resolvido”, acrescentou.

E depois do dia 5 de Junho, garante Honório Novo, a CDU vai continuar a insistir na alteração do modelo de financiamento porque acredita na viabilidade do projecto. “Vamos dar o pontapé-de-saída para insistir numa alteração do modelo de financiamento para levar o metro do Ismai até à Trofa, como está prometido há dez anos, para levar o metro ao centro de Gondomar, para levar o metro a Vila D’Este, para levar o metro de S. Bento a Matosinhos e de Matosinhos ao hospital de S. João para levar para a frente a segunda fase do metropolitano de superfície alterando o modelo de financiamento e colocando os fundos comunitários ao serviço deste projecto”, enumerou.
E para alterar o modelo de financiamento só com um voto útil na CDU, conclui o cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral do Porto.

Isabel Fernandes Moreira