Férias Desportivas Municipais são sucesso garantido

Um sucesso. Tem sido assim esta edição, a nona, das Férias Desportivas Municipais que arrancaram no dia 27 de Junho e terminam a 26 de Agosto. A iniciativa é organizada pelo pelouro do Desporto da Câmara Municipal da Maia, por altura das férias da Páscoa e do Verão, com o objectivo de ocupar o tempo livre dos mais novos. E a cada ano que passa o número de interessados tem vindo a aumentar. Tanto é assim, que a edilidade já não consegue dar solução a todas as inscrições, garante o coordenador do projecto, Miguel Madureira.
Vem de 2000 a preocupação da autarquia em ocupar as férias dos mais jovens. No início, estes projectos eram praticamente entregues às colectividades, mas “não funcionava muito bem”, até que a câmara decidiu pegar no projecto de uma forma diferente, já vai na nona edição e “felizmente tem vindo a crescer de ano para ano com muito sucesso”.

É logo no mês de Janeiro que começam a tratar dos processos burocráticos, desde a logística da alimentação, passando pelos transportes, as actividades de praia e as actividades radicais”, porque a organização mexe com cerca de 1500 crianças que participam durante os meses de Julho e Agosto, que estão completamente cheios. “Temos por semana 340 crianças que é o nosso limite máximo para dar o máximo de qualidade às crianças nas diversas actividades que desenvolvem”, afirma Miguel Madureira

Ao todo, são cerca de 22 as actividades desportivas que os jovens praticam, durante uma semana, entre idas à praia, surf, ginástica, andebol, futebol, actividades radicais, badminton, hóquei sala, street surfing, basquetebol, natação, mini golf, desportos de combate, rugby, voleibol e ténis. E a organização tenta, anualmente, ter uma nova actividade. “No geral tentamos proporcionar o mais número de experiências possível para que elas, se quiserem, possam depois seguir a que mais gostam”.

No entanto, um dos sucessos das férias desportivas, acredita Miguel Moutinho, não são só as actividades, mas também a parte social. “Nós temos com as crianças uma relação muito próxima e, de facto, no final de uma semana, para nós é gratificante vê-las sair à sexta-feira, com um sorriso no rosto por terem gostado de participar”.

E entre eles há laços de amizade que também se reforçam. Por isso, de ano para ano, às vezes torna-se complicado formar os grupos porque os grupos de amigos excedem largamente o número limite de participantes em cada grupo.

Lotação esgotada

A maioria dos pais faz a inscrições logo nas férias da Páscoa porque o programa esgota com facilidade e até provoca lista de espera. “Nós não conseguimos dar resposta a todos os pedidos que nos fazem. Achamos que o máximo que conseguimos dar e qualidade e segurança são as tais 340 e não podemos passar disso”.
De acordo com Miguel Madureira, apesar das boas instalações desportivas do concelho, em termos logísticos não podem passar das 340 crianças por semana. “Se nós queremos dar a máxima qualidade às crianças, então este é o nosso limite. Se quiséssemos ter lá mais crianças podíamos, mas nós não pretendemos isso, pretendemos é que este projecto esteja sempre pela sua qualidade e o limite é este”.
E os pais agradecem este projecto. O coordenador afirma mesmo que a autarquia já conseguiu estabelecer uma relação de confiança com os pais porque “é importante sabermos onde deixamos as crianças e essa confiança nós conseguimos atingir. Os pais sabem que ali as crianças estão em segurança e nós temos imensos procedimentos para que nada aconteça”.

Há crianças que participam desde a primeira edição e anualmente nas férias desportivas. Mas quando chegam aos 15 anos, idade limite para participar, os pais não sabem de que forma podem ocupar o tempo livre dos filhos enquanto não têm férias, por isso, têm pedido à organização que os deixe participação enquanto monitores, ajudando no que for preciso e eles colaboram connosco, vão ajudando nas tarefas mais simples e os pais sabem que eles estão bem“.

Este ano, o projecto conta também com a colaboração da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto que está a desenvolver um estudo sobre obesidade. Nesse sentido, estão a acompanhar dois grupos de crianças com prospecção para serem obesas, que foram seleccionadas do Programa Maia Saudável. “O estudo foi feito durante o mês de Julho, enquanto as crianças participavam nas férias desportivas, os técnicos trabalhavam com eles, tentando mudar alguns hábitos para que tenham uma vida muito mais saudável e depois tentamos também passar estes hábitos para a família”, explica o responsável. Miguel Madureira garante que a iniciativa correu bem e que os pais também ficaram “muito satisfeitos”. “Estamos a conseguir, de facto, mudar alguns hábitos nas famílias, conseguimos que os próprios pais aparecessem para realizar alguns testes e alguns estudos”.

Isabel Fernandes Moreira