Festa hípica antes do Grande Prémio da Maia (com áudio)
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Em 13 de Setembro de 2011 Em 16:44
Category : Desporto, Eventos
Tags : Cavalos, Centro Equestre da Maia, Grande Prémio da Maia, Hipódromo Municipal de Silva Escura
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O Hipódromo Municipal de Silva Escura, na Maia, acolhe este domingo mais uma prova do campeonato nacional de corridas de cavalos a trote e a galope. É o regresso do Grande Prémio da Maia ao palco de cerca de 50 por cento do calendário nacional, promovido pelo Centro Equestre da Maia, com organização técnica da Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (LPCPCC). Mas, esta época, com actividades paralelas. E de entrada livre.
Apesar da prova arrancar apenas às 15h00 de domingo, a animação no hipódromo começa já amanhã, às 9h30, numa organização conjunta do Centro Equestre da Maia, Câmara Municipal da Maia e empresa Rota dos Eventos. O fim-de-semana hípico arranca com um festival de saltos de obstáculos, com diversas distâncias, que se prolonga durante todo o dia.
Ainda amanhã, sábado, mas à noite, a partir das 21h00, realiza-se uma prova de Masters, com um prize money de mil euros. Será “uma prova espectacular”, adianta o presidente do Centro Equestre da Maia, Manuel Armando, que obriga à iluminação do paddock. Será, aliás, a primeira vez que o hipódromo será utilizado à noite, em actividades ligadas aos cavalos. Já o foi em tempos, mas com a prova de galgos que por ali passou.
Por falar em estreia, o fim-de-semana reserva também a possibilidade de a população maiata estabelecer o primeiro contacto com os cavalos. Será uma espécie de “baptismo a cavalo”, através dos passeios gratuitos a cavalo para os visitantes, entre as 10h00 e o meio-dia de domingo. Uma actividade para todos, adianta Manuel Armando:
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Ainda no domingo, mas à tarde, o destaque do fim-de-semana, com o Grande Prémio da Maia, prevendo-se a presença de cerca de 50 participantes. E com a particularidade de apenas poderem participar aqueles que mais vezes competiram neste Hipódromo Municipal de Silva Escura, ou seja, de acordo com as pontuações conseguidas na Maia.
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A corrida de cavalos a trote e a galope arranca assim que forem 15h00, com várias distâncias a percorrer, de acordo com a prova. Do Grande Prémio da Maia fazem parte as provas TOP Galope (2200 metros) e Trote Atrelado (2200 metros). Mas haverá ainda TOP Galope (1500 metros), PSI Nascidos em Portugal (1800 metros), TOP Galope (41800 metros) e Trote Atrelado (2000 metros). Do trote, Manuel Armando destaca o facto de haver “muitos espanhóis a participar”, sendo que muitos deles já treinam, “com frequência”, no hipódromo municipal.
Melhorar o hipódromo
Já com casas de banho definitivas e não amovíveis, que dão apoio à pista e a quem ali se desloca para assistir, e embora ainda sem boxes, Manuel Armando classifica as actuais condições do hipódromo municipal de “razoáveis”, admitindo que “há necessidade de um pequeno alargamento para fazer uma pista maior, Tudo de forma a que, “de facto, entrasse no ranking da Europa”. O projecto da Câmara Municipal da Maia, a aguardar ainda condições financeiras para avançar – sem descurar eventuais parcerias – pressupõe ainda a construção de bancas, de boxes e de pistas de treino e de competição a nível internacional.
O crescimento do Hipódromo Municipal de Silva Escura depende, também, da mudança da legislação que regula o sistema de apostas, proposta já ao anterior Governo por um grupo de trabalho de que fazia parte Manuel Armando. Datada de 1956, a actual lei só permite apostas no local da prova – ao contrário de países como a França onde já é possível apostar pela Internet – e “tem uma carga fiscal muito grande”, lamenta o também vice-presidente da LPCPCC, também sedeada na Maia. É que, em cinco euros de aposta, 2,5 euros são para impostos. Acrescenta Manuel Armando que, no caso da França, as corridas de cavalos já são consideradas “a segunda indústria” do país.
O dossier já está na posse do actual executivo, estando também prevista uma reunião com o grupo de trabalho. Um dos argumentos para que a alteração legislativa avança poderá ser a prevista criação, a nível nacional, de cerca de seis mil postos de trabalho directos, chegando os indirectos aos dez mil. Acredita o presidente do Centro Equestre da Maia que “seria uma fonte de receita para o país, para o Centro Equestre, para a Maia e a Maia ficava no expoente máximo das corridas de cavalos e seria uma referência europeia”.
Marta Costa







