PS questiona Governo sobre encerramento da FINEX

Os deputados do Partido Socialista (PS), eleitos pelo círculo eleitoral do Porto solicitaram ao ministro da Economia informações sobre o montante de financiamentos públicos recebidos pela empresa têxtil Finex Tech. Os socialistas querem também que o Governo explique como vai intervir na salvaguarda dos interesses dos trabalhadores da empresa instalada na Maia.

Num requerimento entregue na sexta-feira na Assembleia da República (AR), os deputados socialistas eleitos pelo Porto solicitam ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, esclarecimentos sobre o encerramento da Finex, detida pelo grupo finlandês L-Fashion Group Oy, cujos 110 trabalhadores estão em lay-off até ao dia 19 de Setembro.

O pedido surge depois de uma reunião da concelhia da Maia do PS com a comissão de trabalhadores. Diz o presidente da estrutura, Jorge Catarino que esse encontro, suscitou várias questões que importa agora esclarecer. “Primeiro porque esta empresa passou há dois anos a Unipessoal, que é uma coisa muito estranha, sendo que estamos a falar de uma empresa que teve grandes contrapartidas da Comunidade Europeia, da Segurança Social e vários organismos. Depois, também me falaram na questão de terem alienado imóveis que eram da firma e depois, também foi muito estranho porque o encerramento por insolvência estaria para 19 de Setembro e no dia 16 de Agosto os trabalhadores chegam e as portas estão fechadas”, enumera Jorge Catarino.

No requerimento, o PS quer saber “qual o montante de financiamentos públicos, incluindo fundos comunitários e da Segurança Social, as datas de atribuição, os critérios, contrapartidas e objectivos subjacentes aos apoios recebidos pela Finex desde a sua instalação em Portugal”.

O líder do PS Maia recorda que “não estamos do terceiro mundo”, pelo que exige respostas por parte do Governo porque “há que acautelar a dignidade dos trabalhadores”. Os cerca de 110 trabalhadores da Finex preparam uma deslocação a Lisboa, esta quarta-feira, se entretanto o Ministério da Economia não agendar um encontro para abordar a situação da empresa.