Maia presente na rede intermunicipal de cooperação para o desenvolvimento

A Maia vai juntar-se a outros concelhos numa “Rede Intermunicipal de Cooperação e Desenvolvimento”. É uma iniciativa que surge na sequência dos resultados alcançados no âmbito do projecto “Redes para o desenvolvimento-da geminação a uma cooperação mais eficiente”, promovido pelo Instituto Marquês de Valle Flor. Além da Maia fazem parte os municípios da Amadora, Arraiolos, Cascais, Faro, Grândola, Loures, Marinha Grande, Miranda do Corvo, Moita, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal.

Maia_Paulo_Ramalho

Paulo Ramalho, vereador das Relações Internacionais da Câmara Municipal da Maia, refere que “a constituição desta associação intermunicipal vinha sendo pensada já há alguns meses, e surge como uma evolução natural das experiências e conhecimentos que todos os municípios têm retirado da participação no projecto redes para o desenvolvimento, promovido pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, bem como da importância que a cooperação descentralizada promovida pelos municípios vem assumindo nos últimos tempos, designadamente junto dos PALOP’s”. De entre os fins mais importantes desta associação, o vereador salientou “o reforço do papel dos municípios portugueses enquanto agentes activos da cooperação para o desenvolvimento, a optimização e partilha de conhecimentos e recursos entre os municípios no desenvolvimento de projectos de cooperação, a capacitação e qualificação dos técnicos das autarquias, e ainda, a possibilidade dos municípios poderem promover, em conjunto ou em parceria, projectos de cooperação de maior dimensão e alcance”.

Paulo Ramalho adiantou ainda que “o projecto desta associação foi já apresentado ao secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Brites Pereira, em reunião que teve lugar na Fundação Cidade de Lisboa, no passado dia 18, tendo merecido do mesmo um enorme acolhimento e disponibilidade para reconhecer esta associação como um futuro parceiro estratégico do Governo no domínio da cooperação internacional”.

Esta associação conta nesta altura com apenas quinze municípios membros, sendo a Maia o único da região norte, sendo que Paulo Ramalho acredita que “ muitos outros que se interessam pela cooperação internacional, vão naturalmente aderir, até porque o trabalho em parceria acrescenta sempre valor, designadamente neste domínio, onde os recursos alocados são sempre escassos e a ausência de uma estrutura que representasse os municípios junto do Governo com eficácia sempre se fez notar”.