Concelhias do PS contra fusão dos ACES Maia e Valongo

As concelhias do Partido Socialista (PS) da Maia e de Valongo emitiram um comunicado conjunto em que deixam claro que não aceitam a fusão dos agrupamentos de saúde dos dois concelhos. Os socialistas entendem que a medida “não traz vantagens reais”, pelo contrário irá “baixar o nível de qualidade de serviço às populações”, defende Jorge Catarino da concelhia do PS Maia.

O líder da concelhia socialista maiata lembra que a fusão é contra a lei, pois a legislação “não permite” que agrupamentos de Saúde se agrupem em áreas que abranjam mais de 200 mil habitantes, o que é o caso da Maia e Valongo.

No comunicado pode ler-se no ponto número dois que “o Decreto-Lei n.º 28/2008 de 22 de Fevereiro considera, no seu Artigo 4º, que a delimitação da área dos ACES deve ter em conta factores geodemográficos, nomeadamente, que o número de pessoas residentes na área do ACES não deve, em regra, ser inferior a 50.000 nem superior a 200.000”. Por isso, Jorge Catarino acrescenta que a hipótese de criar um mega agrupamento “é para rir”.

Neste comunicado as concelhias do PS da Maia e de Valongo exigem que as autarquias envolvidas tomem uma posição pública mais clara pela defesa dos direitos dos munícipes.

Do lado do PS Maia surgem críticas ao presidente da Câmara, com Jorge Catarino a recordar que, recentemente, “o Engº Bragança Fernandes afirmou a um jornal diário que estava zangado com o Administrador Regional de Saúde do Norte, o que não se compreende, sendo os dois do mesmo partido, o PSD”.

Os socialistas vão tentar impedir a fusão dos agrupamentos de Saúde de Maia e Valongo. A concelhia da Maia garante que está alinhada com a bancada do PS na Assembleia da República.