Opinião Victor Dias: Ser livre é não deixar que outros decidam por nós…

Dirijo esta minha prosa, aos democratas que, como eu, amam a Liberdade.

Ser livre é um bem e uma atitude perante a vida.

Viver a Liberdade é sermos donos de nós próprios, da nossa consciência e das nossas escolhas. É não desistir de ter opinião, vontade própria e assumir as responsabilidades que nos cabem, cumprindo as nossas obrigações e exercendo os direitos que nos pertencem.

Os democratas, mulheres e homens livres, têm no voto, o seu mais poderoso meio de comunicar a sua vontade de participar na vida colectiva e decidir quem desejam eleger, para conduzir os destinos das comunidades em que se integram.

Por mais razões e argumentos que nos possam invocar, para nos convencer do contrário, não exercer o direito de voto, é desistir de ter voz, de ter opinião e vontade própria e é dar aos outros, a oportunidade de tudo decidir por nós.

A democracia, com todos os seus defeitos, vícios, imperfeições e, por vezes até, perversões, continua a ser, inequivocamente, o mais justo e equilibrado regime político. Alguns dizem que é o menos mau dos sistemas políticos, mas eu prefiro sempre buscar as virtudes que podemos encontrar nas coisas da vida.

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Independentemente das picardias da campanha eleitoral, pontuadas por alguns exageros de linguagem e uma certa crispação propagandística, o que importa é mesmo participar. Até porque no dia seguinte às eleições, a vida continua e tudo tende a serenar, e a voltar à normalidade democrática.

É pela participação nos actos eleitorais que se pode realmente aferir, até que ponto, uma Democracia evoluiu e se desenvolveu.

Compete a cada cidadão, no pleno uso da sua Liberdade, expressar a sua opinião e escolhas, usando o único poder democrático que, verdadeiramente, pode influenciar o rumo da vida colectiva, o voto.

Votar é afirmar que a nossa vontade conta e é consequente.

A maturidade cívica e democrática de cada cidadão, mais do que na tolerância, na capacidade de conviver com diferentes ideologias e opções políticas ou partidárias, radica no voto.

Seja qual for a nossa escolha, sejam quais forem as razões para que nos tentem desmotivar e convencer do contrário, não deixemos que nos derrotem por falta de comparência nas urnas.

O meu partido, nestas eleições é, como sempre foi, a Maia.

Quero ter uma palavra a dizer e, sobretudo, quero poder continuar de consciência tranquila, para poder criticar livremente, sempre que entenda dever fazê-lo. Mas para ser coerente e consequente com os meus princípios e valores, de Liberdade e Democracia, tenho de ser honesto, intelectual e politicamente, e como tal, não posso em circunstância alguma, deixar de cumprir uma das minhas maiores obrigações de cidadania, a de exercer o direito de votar.

Todos sabemos que a falta de comparência e a não inscrição, como sustenta o filósofo, José Gil, tem sido uma das maiores desventuras de Portugal.

Não ceda o seu poder de decidir a ninguém, e no próximo Domingo, faça como eu, vá eleger quem quer que governe as nossas autarquias…

Victor Dias