Fundos comunitários vão requalificar escolas e vias estruturantes

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O município da Maia vai receber cerca de 30 milhões de euros de fundos comunitários, no âmbito das candidaturas ao programa Portugal 2020. Os primeiros cerca de 20 milhões já aprovados dizem respeito aos projetos incluídos no PEDU – Plano Estatégico de Desenvolvimento Urbano.

Há ainda 10 milhões garantidos através do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana do Porto – PDCT – destinado a melhoramentos de infraestruturas escolares previstas no mapeamento do concelho.

As escolas em Moreira, Gueifães e Maia são propriedade do governo, mesmo assim “temos que ser nós a fazer a remodelação do parque escolar”, referiu Bragança Fernandes, presidente da câmara municipal. “Cerca de 30 milhões estão garantidos”, mas a autarquia ainda vai apresentar mais candidaturas para avançar com vias estruturantes às zonas industriais.

Estão a aguardar aprovação as candidaturas a desenvolvimento da Área de Acolhimento Empresarial (AAE) Parada/Azenha Nova, da qualificação das AAE Maia II,  das Minhoteiras, de Nogueira/Milheirós, de Poente Cidade e do Xisto, e ainda da expansão e qualificação da AAE de Vilar de Luz.

O autarca explicou ainda que o projeto da linha do metro até à Trofa está incluído no PEDU. Bragança Fernandes espera que “este governo não falhe também” nesta matéria e que seja construída, numa primeira fase, a linha até Muro e, depois, até à Trofa. E explica que se trata de “uma questão de boa vontade”, pois as câmaras da Maia e da Trofa já assinaram um protocolo com o Metro e a CCDRN – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.  Recorde-se que o acordo prevê que o Metro suporte cinco milhões dos custos, a Maia e a Trofa outros dois  milhões e o restante (cerca de 30 milhões) seja financiado pelos fundos comunitários.

O presidente da Câmara da Maia já solicitou uma reunião com o ministro do Ambiente para resolver este impasse num protocolo que “está assinado entre o Estado e as autarquias da Maia e da Trofa”.

No que respeita ao montante global do “bolo” de fundos da UE para o município, os 30 milhões garantidos são “muito pouco”, tendo em conta que se trata de um período de “seis anos e nós tínhamos um plano estratégico de 110 milhões para investir ao longo de dez anos”, afirmou o autarca. Ainda assim, o município não está mal colocado relativamente a outros da Área Metropolitana do Porto, uma vez que, especificou Bragança Fernandes, “recebemos tanto como Matosinhos, menos um pouco que Porto e Gaia, mais um pouco que Gondomar”.

“É a verba que temos e é com isso que temos que trabalhar” sem nunca cruzar os braços e estar atentos a novas oportunidades de captação de investimento, concluiu Bragança Fernandes, dando como exemplo eventuais oportunidades no chamado “Plano Juncker”, orientado para investimentos estratégicos.