Siderurgia Nacional da Maia terá mais investimentos

Siderurgia Nacional

O grupo Megasa vai investir cerca de 52 milhões de euros nas fábricas da Siderurgia Nacional no Seixal e Maia. Numa reunião recente com o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o administrador do grupo espanhol anunciou ter um plano de investimentos de cerca de 60 milhões de euros que correspondem a novas fábricas de oxigénio na Maia e no Seixal, uma reforma importante na aciaria no Seixal e uma duplicação de uma das linhas de produção na fábrica do Seixal.

Álvaro Alvarez, administrador do grupo que detém a totalidade da Siderurgia Nacional, afirmou que fabricam em Portugal mais de dois milhões de toneladas por ano e que isso implica reciclar mais de 2,3 milhões de toneladas de sucata nas fábricas do Seixal e na Maia. No total, o grupo emprega 720 trabalhadores diretos e cerca de dois mil indiretos.

Custo da energia

Um dos temas abordados no encontro entre a administração da empresa e o ministro da Economia foi o elevado custo da energia em Portugal. “O diálogo com as autoridades portugueses tem permitido solucionar e manter as produções nestas fábricas. Esse diálogo continua, é um diálogo vivo e a modificação das tarifas deste ano do gás natural permite otimizar os custos. Em relação à energia, estou convencido que conseguiremos obter condições que são dadas aos nossos concorrentes em outros países da Europa”, afirmou Álvaro Alvarez.

Parte significativa da produção da Siderurgia Nacional no Seixal e na Maia destina-se à exportação, tendo como principais mercados o Reino Unido e mercado ocidental europeu e o norte de África. O administrador reconhece estar preocupado com a saída do Reino Unido da União Europeia, porque pode levar a um menor consumo de aço no Reino Unido, um mercado que é importante para o grupo. No total, a Siderurgia Nacional exporta para 42 países e em volume de negócios é uma das 10 maiores exportadoras nacionais.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, reconheceu que a SN é um grande consumidor de energia “mas que otimizou o seu consumo, trabalhando fora dos picos”. “É um setor que está a contribuir para um uso mais racional das energias renováveis e que dá um contributo importante para a reciclagem de metal. Transforma o lixo em novo valor”, assinalou o governante.

Caldeira Cabral referiu que o Governo vai continuar a trabalhar com o objetivo de ter empresas competitivas no país.