Cazaquistão apresentou oportunidades de negócios aos maiatos

Cazaquistão promoveu o país na Maia

O Cazaquistão é uma economia emergente em forte expansão e está em Portugal à procura de investidores para alavancar o seu tecido produtivo, no sentido de dar competitividade à economia.

Neste âmbito, realizou-se um seminário sobre “Oportunidades de negócio no Cazaquistão”, em que o presidente da câmara, Bragança Fernandes, foi o anfitrião de algumas dezenas de empresários na Casa do Corim.

Na sessão, coube a Nurzhan Abdymomunov, encarregado de negócios da República do Cazaquistão, a apresentação do país aos homens de negócios maiatos, especificando o tipo de cultura, tipo de povo e os negócios mais favoráveis naquela economia da Ásia central.
O nono maior país do mundo com três fusos horários, composto por cerca de 17 milhões de habitantes, constitui atualmente um dos maiores e saudáveis sistemas financeiros da Ásia central. O Cazaquistão tem verificado um crescimento do PIB (Produto interno Bruto) na ordem dos 5%, por ano, e é considerado a 15ª economia mundial.

Nurzhan Abdymomunov afirmou que o seu país tem a maior fronteira com a Russia, boas vias rodoviárias e ferroviárias que atravessam o país e unem os países asiáticos à Europa. Possui um povo simpático, tal como o português, frisou o cazaque, caraterizado por ser multiracial, multicultural e multireligioso.

Facilidade para fazer negócios

O país detém agora o 21º lugar na “facilidade de fazer negócio” de acordo com o ranking de 2016 do Banco Mundial. O cenário é ainda de um quadro legislativo que protege os investidores estrangeiros e, portanto, detém a 25ª posição para a proteção a investidores de acordo com o “Relatório de competitividade global” deste ano.

O governo do Cazaquistão adotou ainda “100 passos específicos” propostos pelo seu presidente, que como explicou Nurzhan, é uma medida semelhante ao Programa de Estabilidade para 2016-2020 em Portugal, dedicado a promover o crescimento, a inovação e a criação de emprego.

Outra vantagem para quem quiser investir neste país é o facto de poder ter um mercado muito alargado na Ásia de 180 mil consumidores, isto porque o Cazaquistão é também membro da União Económica Euroasiática, uma “organização idêntica à União Europeia com o objetivo de integrar as economias nacionais do Cazaquistão, da Rússia, da Bielorrússia, do Quirguistão e da Arménia”.
O país encontra-se num momento histórico em que prepara a próxima Exposição Universal, que se realizará em 2017 na sua capital, Astana. O país irá aplicar um investimento de mais de 230 milhões neste projeto, em parcerias público-privadas.
Os empresários portugueses presentes no seminário mostraram-se bastante curiosos relativamente a esta nova oportunidade de expansão de mercado, onde os salários são, de uma forma geral, mais baixos entre 30 a 70% do que em Portugal, dependendo do grau de especialização.

O Encarregado de Negócios mantém um escritório permanente na Alameda dos Oceanos, em Lisboa, de há um ano a esta parte, procurando fomentar as relações comerciais entre os dois países.