Ano de 2016: Três pessoas

Papa Francisco

1.- O papa Francisco, bispo de Roma, como figura mundial. O papa Francisco continua a surpreender todos, os cristãos e os não cristãos e os que não creem. Possui uma visão ampla e profunda de tudo aquilo que acontece na humanidade. Coloca-se sempre no meio de cada uma ou cada um. As várias cúrias, desde a romana, andam aflitas. Existem mesmo cardeais que publicamente manifestam o seu desacordo. Não é só a sua preocupação pelos casados segunda vez, mas tem atingido sucessivamente todo o clero, e a governação da cúria romana em particular. Tudo aquilo que facilmente vemos, desde os sinais que dá. Vemos que os (re) casados podem, oficialmente – por que a verdade, é que já o faziam -, abeirar-se da mesa do Senhor e tomar a comunhão, assim como a facilitação dos processos de separação. Os sinais: repare-se que deixa-se filmar indo ao confessionário, como a dizer que também peca, um sinal de que o dogma da infabilidade papal não lhe será aplicável. Por tudo isto, que são apenas pequenos exemplos e pelo mais que aí vier, é para mim a figura mundial de 2016.

2.- O primeiro-ministro, António Costa, como figura nacional. António Costa apareceu, perante isso muitas dúvidas se focavam sobre o seu desempenho, nomeadamente conjugar o que a esquerda pedia e o que a Comissão Europeia queria, mas conseguiu. O seu governo consegue atingir as metas e desenvolver o país. O que não é nada fácil, diga-se. A voracidade de alguns países da União Europeia que só vivem à custa dos mais pobres, não se compraz com o desenvolvimento sustentável de um país mais pobre, por que vivem à custa dos empréstimos, com juros fabulosos que lhes cobram, por isso querem que ele seja sustentado. António Costa neste primeiro ano desenvolveu quase tudo o que, erradamente, havia o governo anterior tirado aos portugueses. Com um estilo de negociador impecável trouxe para as matérias governamentais partidos como o PCP ou o BE, que normalmente não são, nem querem ser poder, mesmo com o significado de serviço. Por tudo isto, que são apenas exemplos e pelo mais que aí vier, é para mim a figura nacional de 2016.

3.- A deputada do PSD Emília Santos, como figura concelhia. A deputada, que bem poderia ser candidata à Câmara da Maia, não tem deixado os seus créditos por mãos alheias. Concorde-se ou discorde-se das suas atuações – muitas delas discordo -, não coloco duvidas quanto à sua permanente presença no seu Concelho – a Maia -, quer defendendo os interesses do concelho, quer estando muito perto das maiatas e dos maiatos. Com todo o respeito por quem já foi deputado, verifico que a Dr.ª Emília Santos dá contas das suas atividades como deputada aos cidadãos que a elegeram. Aqui estará uma futura dirigente autárquica concelhia. Pela grande proximidade com as populações, falando dos problemas concretos e assumindo o seu cariz partidário de forma singular. Por tudo isto, que são apenas exemplos e pelo mais que aí vier, é para mim a figura concelhia de 2016.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental