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Mirjam deixou a Estónia e escolheu morar na Maia

Mirjam Siim é mais uma estrangeira que adotou a Maia para viver, vinda da Estónia. Aos 26 anos já contabiliza três anos de vivência em Portugal, sendo que reside na Maia desde o verão de 2015.

A jovem resolveu, no primeiro ano da Universidade, estudar uma temporada em Espanha e depois em Portugal.

Mirjam gostou tanto da região do Porto que, após terminar o curso de Media e Publicidade, na Estónia, resolveu cá voltar. Com namorado e duas gatas, está instalada na Maia e já não pensa deixar o seu novo lar por nada.

“Arrisquei” e já tenho alguma estabilidade

Apesar de no seu país de origem já ter alguns contactos no mundo artístico, a opção por se instalar em Portugal não conheceu um início muito fácil, tendo que realizar desde o zero todo um esforço de integração e de divulgação do seu trabalho.

Mas “arrisquei, divulgando o meu trabalho, fui fazendo exposições e contactos, pelo que, passado um ano, já tudo estava a correr melhor, entretanto, já tenho mais estabilidade. Tenho realizado feiras e exposições individuais e coletivas, sendo agradável ver que as pessoas vão conhecendo melhor a minha arte”, referiu Mirjam Siim num português perfeitamente percetível e de uma forma bem coloquial.

É artista independente e prefere assim, explicando que vai trabalhando com liberdade, gozando a “flexibilidade de horários” e “fazendo o que gosto”. A jovem explica que o “inverno, geralmente, é mais tranquilo e dá para abraçar novos projetos e desenvolver outro tipo de pesquisas e trabalhos”.

Mirjam Siim integra uma das coletivas da marcante Miguel Bombarda

Desde 14 de janeiro que integra a exposição coletiva “Portfólios” na Galeria AP’ARTE, na rua Miguel Bombarda, no Porto, que se encontra patente até 4 de março.

Desde o final de janeiro que apresenta uma mostra individual no hotel Eurostars Heroísmo.

Em fevereiro voltou a estar em destaque na Maia, numa exposição organizada pela galeria Amostra, na Av. Visconde de Barreiros.

Daqui a 10 anos, Mirjam Siim imagina-se ainda mais independente, com uma maior estabilidade artística e profissional como artista plástica, querendo dedicar-se a trabalhar apenas naquilo que mais gosta e a poder escolher os seus projetos.

Orgulhosa do seu estilo

Com uns brilhantes olhos verdes vai falando da sua arte de forma entusiasmada, lembrando que as pessoas lhe vão comunicando, após as exposições, como a que recentemente realizou no Fórum da Maia, que gostam das suas ilustrações e que já conseguem identificar as suas pinturas no meio de qualquer exposição coletiva. Ter um estilo, um traço próprio é muito positivo para qualquer artista, sendo que o alcance deste objetivo deixa Mirjam muito realizada.

Do que gosta mais? “De variar”, diz Mirjam. A jovem gosta de estar sempre a fazer um pouco de tudo, admitindo que adora pintar, mas a pintura exige muita dedicação e colocação de muita da sua energia naquilo que está a realizar, por isso é normal intervalar a pintura com outros trabalhos, como a joalharia, desenho, etc.

A estoniana que adotou a Maia como sua terra já ilustrou um livro, lançado no outono passado, intitulado “Desculpa, por acaso viste o mar?”, tem vindo a realizar diversas feiras e exposições de divulgação, tendo no final de 2016 levado vários dos seus trabalhos a uma exposição individual que esteve patente no Fórum da Maia.

Na rua, mais concretamente na Cedofeita, Porto, pintou várias das caixas de eletricidade. De Águeda têm surgido contactos para expor e encomendas de trabalho, que chegam ainda da zona de Lisboa através de email.

Angélica Santos