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Fábrica Sakthi afirma só ter havido um funcionário com legionella

A empresa da Maia onde está confirmado um caso de legionela é a Sakthi, uma fábrica de componentes automóveis, localizada em Vermoim. A empresa dedica-se ao ramo automóvel e tem 100% capital indiano. Emprega 520 pessoas.

A Direção-Geral de Saúde revelou que há um caso confirmado de “doença dos legionários” numa fábrica na Maia e outros sete “em estudo”, tendo sido tomadas “todas as medidas para controlar o problema e prevenir novas ocorrências”. De acordo com Francisco George, da DGS, os últimos casos foram detetados na última semana de fevereiro.

O presidente do Conselho de Administração da Sakhti Portugal, Jorge Fesch, informou que o caso de legionella remonta a novembro do ano passado e que o doente já está tratado e já regressou ao trabalho.

Ao final desta manhã, o presidente do conselho de administração da empresa deu conta à comunicação social que as últimas análises que a empresa tem feito aos tanques de água têm dado resultados negativos.

O caso de novembro terá sido isolado e, por isso, a Sakthi não reportou a situação à DGS. “Não sentíamos que tínhamos uma situação de alarmismo”, justificou o empresário. Já em fevereiro, uma análise detetou o microrganismo “num dos múltiplos tanques” que a empresa dispõe, tendo, por isso, sido contactada pela DGS.

Entretanto, esta manhã, técnicos da Direcção Geral do Ambiente (DGA) estiveram na Sakthi, em diligências para averiguação da situação.

O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, criticou ontem a Direção-Geral de Saúde por esta não ter alertado a autarquia devido a um caso de “doença dos legionários” detetado numa fábrica localizada no concelho, mostrando-se muito preocupado por não poder acionar meios de prevenção e proteção da população.

Em declarações à agência Lusa, Bragança Fernandes garantiu que não foi contactado pelo que desconhece a origem do caso e, como tal, vê-se “sem dados para poder por em ação” os seus meios de Proteção Civil, o que é “grave”.

Também esta manhã, o vice presidente da autarquia, Silva Tiago, prestou declarações a alguns órgãos de comunicação social em que reafirmou que “a câmara e o município estão completamente fora do conhecimento e de toda a informação”, admitindo que que essa comunicação da DGS não é obrigatória.

“Assim que formos informados da situação, vamos fazer o contrário do que tem sido feito por parte dessas entidades, que é pormo-nos em campo, interagir para respondermos às preocupações da nossa população”, acrescentou.

A doença, provocada pela bactéria ‘legionella pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Angélica Santos