Desafio do pai do século XXI

Pais autoritários, pais passivos, pais democratas. Qual o modelo de paternidade mais aconselhado em pleno Século XXI? O equilíbrio parece ser a chave do sucesso, embora nem sempre seja fácil de alcançar.

A paternidade é um dos principais desafios que se coloca ao ser humano. Mas como educar um filho? Os pais não são nem podem ser “colegas” dos filhos, mas pais. Afetuosos mas firmes. Pais que amam os filhos mas que os educam e estabelecem regras. É o que defende o pediatra Mário Cordeiro em educare.pt.

“E há que estabelecer o espaço dos pais e o espaço dos filhos, em termos físicos, de tempo, de atividades, de expectativas. Os filhos não podem ser um ‘buraco negro’ que absorve tudo, nem os pais podem ser independentes como se não tivessem filhos. A relação saudável é a da autonomia progressiva, dentro de uma gestão afetiva e efetiva da capacidade de entre-ajuda, de ensino-aprendizagem e de amor”, prossegue o professor universitário.

Ser pai é uma “profissão” que exige sensatez, solidez, esclarecimento, bom-senso. Daniel Sampaio, psiquiatra, traça os diferentes tipos de pais existentes: “No caso dos pais indulgentes aplica-se o lema ‘Criança rei, adolescente tirano’. Há um facilitismo e uma passividade excessivos durante a infância, que dão origem a dificuldades acrescidas na adolescência. Já os progenitores autoritários não exprimem qualquer desejo de ‘negociar’ com os filhos, cultivando a obediência àquilo que eles julgam estar certo. Estes pais não têm muito sucesso educativo”, explica.

Segundo o autor, os pais ausentes são pouco cuidadosos: “Encaram a educação como uma relva que é preciso deixar crescer sem grandes atenções. Só uma aparadela, de vez em quando”.

O modelo mais equilibrado é, por isso, o tendencialmente democrata. “Os pais democratas estão extremamente atentos aos movimentos dos filhos, escutam as suas opiniões mas a decisão final é deles. Estão atentos, mas são capazes de traçar limites”, sentencia Daniel Sampaio.

Como é da praxe dar uma lembrança ao pai no dia 19 de março, apesar de o Dia do Pai ser todos os dias, quem sabe não se sente inspirado por algumas propostas do Primeira Mão?

Para uma oferta requintada poderá passar pela Ourivesaria Pedro, na Rua Dr. Carlos Felgueiras, 160-D, na Maia. Se o pai ainda não tem habilitação para conduzir, pode sempre incentivá-lo a inscrever-se numa Escola de Condução: Escola de Gueifães (junto à Igreja), Escola DaMaia (junto à Câmara); Escola Lidador (junto ao Mercado).