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Biblioteca desafia crianças a “criar uma internet melhor” e mais segura

O mês de fevereiro é todos os anos dedicado por muitas entidades à promoção da internet mais segura, dado que o dia 7 de fevereiro é o Dia Internacional de Internet Segura. Ao longo dos últimos tempos também esta consciencialização tem sido uma vertente a que o serviço educativo da Biblioteca Municipal da Maia tem dado especial atenção.

Filipe Gaspar abriu as portas à reportagem do Primeira Mão a uma das sessões que manteve com um grupo de 13 crianças que frequentam a Socialis – Associação de Solidariedade Social da Maia.

Através de um jogo e de uma conversa muito descontraída e divertida, o técnico da Biblioteca foi dando dicas aos mais pequenos, crianças do 1º ao 4º ano de escolaridade, acerca do que é a internet, como nasceu, o que nos permite fazer e as medidas preventivas que se devem adotar para nos defendermos de eventuais ameaças, de vários géneros.

“Juntos vamos criar uma internet melhor”

“Juntos vamos criar uma internet melhor” é o lema de uma série de encontros promovidos pela Biblioteca Municipal da Maia. Este ano, o primeiro teve lugar no início de março, mas ao longo do ano vão sendo desenvolvidas várias sessões de pedagogia com os mais novos, guiados por um jogo de Caça ao Tesouro.

No final, ganham todos, porque responderam a diversas perguntas sobre a internet, em que aprendem diversas defesas para “navegar” neste novo mundo, para os adultos, mas que é o mundo em que as crianças já nasceram, é o presente, e onde têm que aprender a defender-se.

Não é só na escola que os miúdos podem ser sujeitos a “bullying”, também através da “rede” podem ser humilhados e molestados. Assim, e para evitar situações problemáticas, nada melhor que começar por ter respeito pelos outros quando se explora a internet.

Não entrar em discussões e não colocar identificação online

“O que fazer quando alguém nos ofende na internet?” – a primeira reação pode ser responder na mesma moeda, até porque é mais fácil não estando frente a frente da outra pessoa, mas esse comportamento pode trazer problemas ou consequências ainda piores. “Nunca se sabe quem está do outro lado, porque na internet podemos ser quem quisermos”, explicou Filipe Gaspar, “pelo que não devemos entrar em discussões, o melhor é terminar o contacto e informar os pais do que aconteceu”.

Por outro lado, especialmente os mais novos, devem ter cuidado em não colocar a sua identificação ou dados pessoais online, evitando assim diversos perigos.

A internet é uma ferramenta muito útil para pesquisar sobre qualquer assunto, mas há algum respeito que devemos ter pelos conteúdos e perceber que certas imagens e textos não nos pertencem e que devemos “citar as fontes” quando utilizamos esse material em pesquisas.

Ainda assim, como saber qual é a informação correta? O conselho dado aos mais pequenos é para compararem diversos dados de páginas diferentes e verificar as que têm pontos comuns, o que é um dos indicadores para verificar qual a matéria que estará certa.

Crianças já familiarizadas com problema de vírus informáticos

E naturalmente, ter cuidados com programas e emails que se descarregam no computador, que podem resultar em vírus e danos na máquina. Neste âmbito, todas as crianças já sabiam o que é um anti-vírus e também alguns já tinham indicações dos pais para terem certos cuidados com alguns jogos, referiram os visitantes da Biblioteca, sempre muito participativos.

Em geral, o grande conselho que se dá a crianças e adultos é que o segredo está no equilíbrio, como em tudo na vida.
A internet, enquanto ferramenta e recurso, é fantástica e sem ela as nossas vidas seriam (muito) diferentes. Porém, nada de bom advirá de se ‘enfiar a cabeça’ no mundo digital e esquecer-se do que nos rodeia.

Angélica Santos