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“Ser e ter a Maia em Primeiro é a obrigação de todos nós”

O PSD e o CDS da Maia apresentaram oficialmente a coligação para as próximas eleições de 1 de outubro e que une os partidos na estratégia sob o lema “Maia em Primeiro”.

Na cerimónia, que teve lugar no dia 25, na Casa das Tílias, estiveram presentes os signatários do acordo, António Tiago, pelo PSD, e Manuel Oliveira, pelo CDS, bem como Álvaro Castelo Branco, pela distrital do CDS, e Bragança Fernandes, na dupla qualidade de líder da Distrital laranja e autarca em final de funções na Câmara da Maia.

Enquanto António Tiago, que vai ser o cabeça de lista deste projeto “Maia em Primeiro”, abordou a candidatura mais a nível pessoal e a sua convicção de vitória, o parceiro que representa a concelhia do CDS Maia, aproveitou para enumerar alguns dados que sustentam o desenvolvimento da Maia e justificam a continuidade da coligação.

“Espírito aberto e focado no entendimento”

Para António Tiago, esta candidatura à Câmara significa “o corolário de toda uma preparação que tem vindo a acontecer há algum tempo, pontuada fundamentalmente por conversas muito francas, realizadas com espírito aberto e focado no entendimento sereno e tranquilo de pessoas que estão juntas numa caminhada de vários anos, uma caminhada consubstanciada em coligações que obtiveram amplas maiorias, em sucessivas eleições autárquicas.

Nesta caminhada, em que temos tido a inteligência de convergir no essencial, soubemos sempre colocar os interesses da Maia e dos maiatos bem à frente de interesses de diretórios partidários. Creio que temos sido um exemplo de como se deve ser e estar na política autárquica. Num certo sentido, posso afirmar que temos sido uma família. E tal qual uma família, há no seu seio, pessoas com personalidade e identidade pessoal própria, que sem prescindir do seu caráter individual, sabem ser Sempre Pela Maia”.

Depois de este espírito Sempre pela Maia ter sido personificado na última década e meia por Bragança Fernandes, que se soube assumir “como um baluarte da política autárquica em Portugal”, afirma António Tiago, que todos têm “boas razões” para sentir orgulho desta caminhada. Agora, Tiago afirma sentir “a enorme responsabilidade que é, e será, suceder a Bragança Fernandes na presidência da Câmara da Maia”.

Coligação irá acolher “independentes e representantes da sociedade civil”

Ainda assim, está convicto que com a assinatura formal deste acordo, é dado um passo para mais uma vitória.

António Tiago apresenta os motivos para a sua convicção: “vamos vencer porque esta coligação apresentar-se-á com clareza e transparência aos maiatos. Saberá acolher independentes e representantes da sociedade civil, como aliás sempre fizemos, mas sem que ninguém renegue ou esconda a matriz desta coligação. Vamos vencer porque esta coligação saberá apresentar a sufrágio os melhores candidatos para todas as Juntas e Assembleias de freguesia, para a Câmara e Assembleia Municipal.

Esta coligação saberá escolher sempre os melhores para servir a Maia. Uma escolha séria e alicerçada na competência das pessoas, na sua idoneidade cívica, no seu percurso pessoal, social e público, mas fundamentalmente, nas provas dadas que nos garantam que os candidatos apresentados pela coligação Maia em Primeiro serão reconhecidos pelas maiatas e pelos maiatos como os que melhor podem servir a Maia”.

Terminou afirmando: “darei o meu melhor, empenhando-me de corpo e alma neste objetivo comum que nos une, e que estarei sempre disponível para acolher os contributos e as ajudas de todos, porque este é um desafio e uma missão de todos e para todos. Ser e ter a Maia em Primeiro é a obrigação de todos nós”.

Maia é hoje “município pujante”

Manuel Oliveira afirmou que a “terra da Maia é, hoje, um município pujante que muitos escolheram para viver. Os mais velhos costumam dizer que há 40 anos a Maia não era nada disto e, agora, volvido este tempo, talvez passe ao lado dos mais novos o crescimento qualitativo desta transformação, que proporcionou a todos nós, escolas bem preparadas, vias de comunicação rápidas, empresas competitivas e a liderança em vários indicadores de qualidade de vida”.

O líder centrista adiantou que “a Maia é, hoje, um dos 20 concelhos do país com maior média anual de ofertas de emprego.

É um dos 10 concelhos do país com mais novos residentes e rivaliza diretamente com Cascais e Sintra, que têm um altíssimo nível de qualidade de vida. É também um dos 10 concelhos do país com maior empregabilidade na economia verde, nomeadamente em setores como a água, as energias renováveis e resíduos, onde rivaliza aqui com parceiros de peso no distrito, como as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. É um dos 20 concelhos do país que exportam mais do que importam e, por isso, podemos dizer com orgulho que temos uma balança comercial positiva. É um dos cinco municípios do país onde o emprego em tecnologias de informação e comunicação mais pesa e, por isso, é percetível aqui a mão de obra qualificada.

É, da AMP, o município com mais alta taxa de valorização de resíduos sólidos urbanos. Atente-se também que 25% da nossa população residente tem formação no ensino superior enquanto a média nacional fixa-se nos modestos 15%”.

António Tiago é o candidato “ideal”

Por isso, sublinhou Manuel Oliveira, “não só faria todo o sentido que estes dois partidos continuassem juntos neste processo evolutivo do concelho, mas também tenho à minha frente a pessoal ideal (dirigindo-se a António Tiago) para liderar esse processo e, depois, porque está numa posição privilegiada para, de forma suave e estável, receber esta responsabilidade maior do atual edil”.

Depois de agradecer a Bragança Fernandes o contributo e “dedicação” ao serviço do município e o “carinho” que sempre teve para com o CDS, Manuel Oliveira prosseguiu referindo que será importante “focarmo-nos no compromisso da estabilidade e da competência. E hoje mais do que nunca, pois a gestão autárquica exige políticos melhor preparados, que conheçam os dossiês e percebam que as exigências da população são uma constante na melhoria da sua qualidade de vida presente e futura”.

À oposição o recado… “exija o original, evite a cópia”

A gestão do município poderá não ser “perfeita”, mas andará lá perto, frisou Oliveira, deixando o recado de que só assim se compreende que “a nossa oposição, eleição após eleição, brinde os maiatos com soluções alternativas que criam mais dúvidas do que esperanças”.

E acrescentou: “sempre que tento perceber o que eles andam a fazer desta vez tenho, inevitavelmente, batido naquele famoso slogan «exija o original, evite a cópia»”. E assim fechou a sua intervenção.

Há 5 novos candidatos às Juntas

O autarca da Maia aproveitou para saudar os novos candidatos às freguesias, revelando que, dos 10, cinco deles irão ser “substituídos”. À Junta de Nogueira e Silva Escura regressa o anterior presidente, que é atualmente tesoureiro, Ilídio Carneiro, revelou Bragança Fernandes, fazendo votos para que todos sejam “candidatos ganhadores”.

Já no último número do Primeiro Mão, revelamos que Carlos Moreira havia assumido publicamente a candidatura a Moreira. É conhecido ainda que o autarca de Pedrouços, Joaquim Araújo, irá recandidatar-se.

A apresentação oficial de todos os candidatos irá decorrer no próximo dia 25, pelas 18h30, no jardim do Parque Central da Maia.

Sousa e Silva é mandatário concelhio

O mandatário Sousa e Silva foi convidado para ser o mandatário concelhio da candidatura de António Tiago, a quem conhece e é amigo há 27 anos.

Já foi mandatário de Bragança Fernandes e agora após novo convite, “ainda coloquei alguma reticência por ser sempre a mesma cara, mas ele entendeu que não, que eu devia continuar. Eu tenho muito orgulho e muita honra em ser o mandatário dele também”.

Para o mandatário, não é difícil de apoiar António Tiago, porque “ele é um homem muito empenhado e tecnicamente é muitíssimo bom”.

A Maia em Primeiro tem duas interpretações, sublinha Sousa e Silva, “em primeiro porque a Maia está muito bem colocada no ranking dos municípios portugueses, mas fundamentalmente, porque o Engº Tiago põe a Maia em primeiro, dedicando-se à Maia desde que se levanta até que se deita”.

Álvaro Castelo Branco, líder da Distrital do CDS, louvou o facto de dois partidos diferentes chegarem a “um entendimento, que reputo de fundamental e muito importante para que a Maia possa seguir o rumo que até hoje teve”.

Bragança Fernandes, como líder da Distrital do PSD, afirmou que todos os êxitos alcançados ficaram sempre a dever-se a uma “equipa de trabalho unida e sempre leal para comigo”.

O Acordo

Segundo este acordo de coligação, Maia em Primeiro apresentam-se as seguintes orientações:
Para a lista à Câmara Municipal, o CDS indicará o 8º candidato; para a lista à AM, o CDS indicará três candidatos, sendo que o primeiro desses deverá ser colocado no 7º lugar, o segundo no 15º e o terceiro no 17º lugar da lista.

Nas listas às assembleias de freguesia, o CDS indicará 2 candidatos em lugar elegível para a Cidade da Maia, nos primeiros cinco lugares e depois entre o 6º e o 8º lugar da lista. Para o Castelo da Maia, os dois indicados pelo CDS entrarão da mesma forma.

Para a assembleia de Folgosa, o CDS terá um indicado entre os seis primeiros lugares. Em S. Pedro Fins o escolhido do CDS ocupará um dos nove primeiros da lista. O mesmo acontecerá para as listas de Nogueira e Silva Escura e Águas Santas.

Em Milheirós o indicado centrista entrará nos seis primeiros da lista, tal como na lista para Moreira. Já em Pedrouços, o centrista irá integrar os oito primeiros da lista e em Vila Nova da Telha ficará colocado nos cinco primeiros lugares.

Angélica Santos