,

JSD elabora contributos para candidatura Maia em Primeiro

Hélder Quintas Oliveira preside à JSD na Maia desde 2015. Nascido na Maia em 1988, este jovem cresceu sob a influência de figuras carismáticas na política, que considera que influenciaram o seu crescimento, Cavaco Silva e José Vieira de Carvalho.

Desde cedo sentiu o apelo da participação na vida política, sendo desde 2013 deputado municipal, a par da liderança da JSD.

É professor no ensino privado e continua a frequentar o doutoramento em Geografia na FLUP, sendo que, nesse âmbito, é investigador do CEGOT (Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade do Porto).

Tem sido uma prioridade do mandato na JSD dar formação aos jovens?

A nossa preocupação foi definir um programa focado na concelhia da Maia, sem descurar as obrigações a nível de distrito e nacional. As nossas iniciativas têm sido focadas sobretudo na Maia e na postura de proximidade. Assim, foram realizadas visitas a todos os presidentes de Junta de Freguesia, reunião com o líder parlamentar Sempre Pela Maia na AM, com o presidente da Assembleia, e depois uma série de visitas a instituições.

Visitamos e reunimos com a Associação Juventude Barcarense, com o Centro de Dia de São Pedro Fins, com o Grupo JuntAmigo, também de São Pedro Fins, com a Escola Dramática e Musical de Milheirós, com o Acro Clube da Maia, com os Bombeiros Voluntários de Moreira-Maia, realizamos uma visita ao rio Leça, em Milheirós, conhecendo melhor a política municipal para este curso de água fundamental do concelho, visitamos a Maiambiente que presta um serviço exemplar na sua área de atuação, entre outros contactos mais informais com pessoas e coletividades que acrescentam valor à nossa comunidade concelhia.

Tudo isto numa ótica de conhecermos melhor a realidade e também de nos formarmos, pois a dificuldade maior dos jovens quando chegam a uma Jota é conhecer amplamente o seu concelho.

Essa formação ajuda a construir opinião?

Naturalmente estas visitas ajudam a conhecer as necessidades das freguesias e as dificuldades que os autarcas enfrentam a nível financeiro para desenvolverem os seus projetos. Essas dificuldades que existem na resolução de problemas vão exigir soluções dos políticos, que têm que definir prioridades. E isso é importante saber para que os jovens alicercem a sua opinião tendo espírito crítico e realista. Assim não se cairá, no futuro, nalguns erros comuns de exigir tudo e mais alguma coisa, sem ter a noção do que é possível exigir ou não em determinados contextos. É importante para a consciência cívica e política, evitando discursos demagógicos.

Também realizamos uma formação sobre a escrita de discursos, realizamos uma conferência sobre a história da JSD. E como temos tido a entrada de muitos novos militantes, sentimos a necessidade de perceber o que é ser social-democrata e convidamos a secretária-geral da JSD, Margarida Lopes.

Depois de visitadas todas as freguesias, como reage à crítica que a oposição faz ao desenvolvimento pouco equilibrado do concelho?

Não partilho muito dessa ideia, pois temos territórios com caraterísticas diferentes e temos que respeitar essas diferenças. Acho que muitas dessas pessoas que fazem as críticas pretenderiam que todo o território fosse urbano e isso não é possível.

A Maia não pode ser como o Porto em que toda a área concelhia é um núcleo urbano. Cada uma das realidades da Maia tem que encontrar recursos para potenciar as suas caraterísticas. Penso que houve uma preocupação a nível de equipamentos desportivos, de saneamento e água, de os distribuir por todo o concelho.

Dos aspetos que a JSD analisou no concelho vai dar alguns contributos ao programa da candidatura Maia em Primeiro?

Geralmente, a JSD na Maia é consultada para dar contributos ao programa. Para esta candidatura formamos grupos de trabalho que dão contributos para diferentes áreas, algo que está a ser ultimado.

Em termos de Educação, já existe um trabalho bem feito com foco no insucesso escolar, complemento do horário escolar ajudando os pais que têm uma jornada de trabalho bastante completa. A gestão escolar passa pela descentralização de competências, claro, com o respetivo envelope financeiro.

Não tanto a municipalização, como por vezes se fala, e sobretudo o PCP critica, mas antes colocar o foco nas escolas, que é onde estão os professores e os psicólogos, que se podem articular com os encarregados de educação. Defendemos a autonomia, por exemplo, na contratação de docentes, para evitar aquela confusão de colocação de professores a que assistimos todos os anos.

O que propõe a JSD em termos de Cultura?

Já temos alguns contributos, sendo que se conclui que há bastantes iniciativas que se fazem aqui na Maia, de forma diversificada e até descentralizada, porque além do Fórum, há vários polos culturais, como o Museu no Castelo da Maia, a Quinta da Caverneira, onde está sediada uma companhia de Teatro bem conhecida do Grande Porto, ou mesmo a Casa do Alto, com um papel cultural importante. O que é necessário é melhorar a forma de fazer chegar essas iniciativas ao comum dos maiatos.

Para além disso deve ser veiculada esta atividade em coordenação com o Grande Porto. No passado tivemos um festival de Juventude, o MaiAct, que acabou por terminar por restrições financeiras, mas que consideramos que era de fomentar. Não podemos esquecer ainda um trabalho cultural que é desenvolvido a nível associativo por todo o concelho.

A JSD Maia defende ainda um reforço da aposta no Conservatório de Música da Maia, enquanto espaço de formação artística e musical ao serviço dos jovens maiatos. O reforço deve começar, desde logo, pela melhoria das condições infraestruturais.

Desporto também é uma imagem forte da Câmara da Maia?

Sim, é imagem de marca e penso que deverá ter continuidade e, muito em breve, com o enriquecimento da Cidade Desportiva, que todos poderemos desfrutar e que vem complementar o que faltava um pouco aqui no centro da cidade, que era as pessoas envolverem-se mais com os equipamentos que temos.

Só o facto de se tirarem aqueles muros, já dá outra imagem. O próprio Skate Parque não tinha as condições mínimas, embora fosse muito frequentado. Mas as coisas evoluem e já havia muitas cidades com projetos bem melhores, pelo que as obras já estão em andamento e será um espaço melhorado para os jovens.

Angélica Santos