Cuidados com os animais em tempo de férias

Para as famílias que têm elementos de quatro patas a programação das viagens torna-se extremamente necessária, principalmente para aquelas em que vão “todos” de férias.

Deve começar por verificar algumas condições relativamente ao local de estadia, preparar uma mala de viagem para o seu animal, visitar o seu médico veterinário para efectuar um check-up pré-viagem, e mesmo informar-se sobre um centro veterinário próximo da sua estadia para que em caso de necessidade já saiba qual a morada, horários e telefones de contacto.

Se o animal, cão ou gato, stressa muito com viagens, é preferível deixá-lo em boas mãos e, se possível, no ambiente habitual com alguém com quem ele se sinta familiarizado. Em alternativa poderá recorrer a serviços de alojamento temporário.

Na preparação da mala do seu amigo, deve colocar alimento para todos os dias e água potável, não esquecendo objetos do dia a dia, como a trela ou brinquedos. É fundamental para que se “sinta em casa”.

A mudança para locais desconhecidos, ou pouco habituais, pode aumentar o risco de fuga dos animais, daí que aconselhamos a que, pelo menos durante o período de férias use uma coleira devidamente identificada e com pelo menos um contacto telefónico dos cuidadores gravado. Mesmo dispondo de identificação electrónica, esta “medalhinha” poderá poupar algumas horas de stress à procura.

Caso esteja a tomar medicação, deve levar medicamento suficiente para as férias e acompanhar sempre o seu animal com o respetivo Boletim Sanitário actualizado.

A preparação de uma viagem requer um “batismo” com uma viagem prévia mais curta e uma estadia tipo fim de semana, para que o animal se possa habituar.

Se viajar de carro é essencial que o transporte do nosso cão ou gato seja feito de forma segura e confortável. Devemos proteger o animal usando caixas transportadoras (ideais para gatos principalmente) ou dispositivos de segurança seguros e confortáveis adequados à legislação em vigor. Permitir que o seu animal viaje com a cabeça de fora da janela não é de todo seguro.
As paragens são essenciais. Pausas com intervalo máximo de 2 horas permitem reduzir o stress do animal. Ao parar, não abra de imediato as portas do carro sem se certificar que já está colocada a trela no seu cão e, preferencialmente, opte sempre pela saída e entrada do seu animal pelo lado da berma.

Água é fundamental! Nunca deixe o seu animal dentro do veículo parado, muito menos quando exposto ao sol.
Antes da partida programe uma “consulta do viajante” ao seu médico veterinário. A verificação e confirmação de que o protocolo vacinal está actualizado, bem como o estabelecimento de um programa de desparasitações interna e externa adequados.

Se pretender viajar para fora do país, deve assegurar as condições especiais, desde a emissão de passaporte ou serologias para determinação de título de anticorpos antirrábicos, entre outras. Se viajar de avião, informe-se sobre as políticas da companhia aérea em questão. Algumas situações como fêmeas gestantes e animais debilitados ou animais muito jovens não são permitidas.

Resta-nos desejar umas ótimas férias e viagem em família.

(Texto elaborado em colaboração com Mário Calado e Ana Fernandes, de Latimia – Clínicas Veterinárias)

Treinar um cão é uma necessidade

André Leite, proprietário e diretor do Lucky Club – Centro Canino, em Silva Escura, Maia, reforça a ideia do treino de um cão de companhia, acrescentando que não deve ser uma vaidade, mas antes uma necessidade.


Os cães devem ser submetidos a um treino de socialização e obediência básica, havendo ainda treinos específicos para outros fins, como a competição, cães de guarda e outros. É fundamental até para o cuidador poder “usufruir muito mais das qualidades e das caraterísticas” do seu animal de estimação, quando este sabe comportar-se junto das pessoas e aprende regras básicas para saber estar.

Um treino básico para um treino canino pode demorar cerca de 6 meses, mas “tudo depende também da força de vontade do dono”, explicou André Leite. Há duas possibilidades para o método de treino: “o cão pode ficar no Centro de Treino em regime interno, num período de cerca de 2 meses e meio; ou o regime coletivo, em que o dono traz cá o cão duas vezes por semana (terça-feira às 21h30 e sábado, às 9h30) e acompanha o treino com o seu animal”.

Deve haver “uma regra e uma conduta séria” a implementar pelo dono do cão, só assim a relação com o animal irá funcionar bem e em pleno, defende este treinador de cães com uma vasta experiência, tendo em conta que já possui este Centro Canino há 17 anos e também abriu mais recentemente outro centro em S. João da Madeira, com um conceito mais de indoor.

André Leite refere que muita gente hoje “humaniza os cães” esquecendo-se que “é um ser irracional e que necessita de ter regras, pois age por instinto”. O cão merece todo o “respeito”, mas o dono deve procurar ajuda para o compreender e saber lidar com ele para que depois não surjam “certos descuidos”, porque acabam por cair na tendência de o tratar como uma pessoa.

O Lucky Club aposta fundamentalmente no acolhimento ao ar livre para treino individual ou em conjunto, possuindo área de estacionamento própria, campo relvado com iluminação, espaço de alojamento de cães e área de lazer com um pequeno bar.