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Maia com boas contas no Anuário Financeiro

A Maia aparece bem classificada na análise das contas de 2016 publicada no mais recente Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.

No ranking nacional aparece em 13º lugar com um rácio de independência financeira de 76,7% e é um dos poucos municípios que aparece no Top 25 deste ranking dos melhores municípios gestores do país: Porto é 6º classificado com um rácio de 84,5% e Póvoa de Varzim está em 18º com rácio de 72,9%.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, publicado recentemente, apresenta uma análise económica e financeira das contas dos 308 municípios portugueses relativas ao exercício económico de 2016.

O boletim destaca ainda alguns dos municípios que tiveram uma variação positiva da análise comparativa dos resultados de 2016 relativamente a 2015. A Maia é um desses registos com uma variação positiva de +16,6%.

“É um ótimo resultado”, referiu António Tiago, vice presidente da Câmara da Maia em declarações ao Primeira Mão, salientando que já não é algo “novo, porque temos vindo a fazer esse percurso desde há alguns anos, saneámos completamente a Câmara, tendo hoje o município uma situação financeira excelente, com boas contas, pagando a horas e uma dívida de médio e longo prazo que é insignificante para o potencial de investimento e de arrecadação de receitas que o município tem”.

“Estamos muito felizes por continuar nesse patamar de excelência”, afirmou o autarca, considerando que “esse reconhecimento nos coloca numa espécie de ilha dentro do país, uma vez que estamos quase no Top10 dos municípios a nível nacional, o que é excelente”.

Maia no Top25 em equilíbrio orçamental e 3º no peso de impostos

na receita

Na análise dos municípios com maior equilíbrio orçamental, a Maia também surge nos primeiros 25, figurando em 14º lugar, não tendo nenhum município do Norte nem da Área Metropolitana do Porto à sua frente. O rácio é de 72,3%.

No mapa nacional dos municípios com o maior investimento pago, a Maia aparece em 17º lugar, embora com uma variação negativa de cerca de 40% no rácio comparativo de 2016-2015.

de acordo com o Anuário, a Maia é um dos três municípios do país que apresentaram maior peso de receitas provenientes de impostos e taxas na receita total cobrada (rácio de 66,2%).

No que respeita à análise da maior despesa paga em aquisição de bens e serviços em 2016, a Maia não registou qualquer variação comparativamente ao ano anterior e já não aparece no Top25, classifica-se em 28º lugar, sendo o Porto o terceiro município mais gastador do país nesta área.

O Anuário Financeiro resulta de um trabalho em equipa que envolve dois centros de investigação onde estão integrados os autores: o Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade; o Instituto Politécnico do Cávado e Ave; Centro de Investigação em Ciência política da Universidade do Minho.