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Aeródromo da Maia não é impeditivo da realização da Red Bull Air Race

A organização da Red Bull Air Race confirmou que o evento a 2 e 3 de setembro, no Porto, “não está em causa”.

No passado dia 11 surgiram dúvidas, avançadas pela agência Lusa, que adiantava que, após a inspeção ao Aeródromo de Vilar de Luz na Maia, feita pela ANAC – Autoridade Nacional da Aviação Civil, era referido não haver certificação para prestação de serviços de tráfego aéreo.

A organização refere que isso não impede a sua utilização. De resto, as aeronaves estão já há dias pousadas no aeródromo, que funciona apenas como base de treino e parqueamento das aeronaves, participantes do evento, que se realiza em Porto e Gaia.

E prosseguiu: “além disso, apenas três das 18 aeronaves utilizarão o aeródromo da Maia como base para o evento”, sem divulgar qual a alternativa encontrada para o parqueamento das restantes aeronaves, por agora todas estacionadas no aeródromo de Vilar da Luz, na Maia.

Ao que o Primeira Mão apurou, já esta semana, no último dia 16 de agosto, a ANAC esteve no aeródromo da Maia a proceder a trabalhos de verificação. Até ao fecho da edição (17 agosto) não foi possível obter uma declaração oficial desta entidade.

Da parte da autarquia, que gere o equipamento, é referido que o aeródromo de Vilar de Luz tem todas as condições para receber os aviões da Red Bull Air Race. Situação reforçada já pela organização, que confirmou não haver impeditivos ao apoio dado pelo aeródromo aos participantes da prova, e consequentemente, à realização da apresentação nos céus da ribeira.

A sexta etapa da Red Bull Air Race 2017 reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI) como o Campeonato do Mundo da aviação desportiva conta com a participação de 25 aviões, distribuídos por duas classes: uma para pilotos consagrados (Master Class) e outra para novos talentos (Challenger Class).

Incêndio originou encerramento provisório

Um incêndio na Trofa e Maia, que esteve ativo até ao dia 12 obrigou ao encerramento do aeródromo de Vilar de Luz.

O Aeródromo Municipal da Maia está localizado na freguesia de Folgosa, localidade que foi afetada por um incêndio quer no concelho da Maia quer no da Trofa, ambos do distrito do Porto.

O tenente-coronel da Guarda Nacional Republicana Silva Ferreira apontou à Lusa que seria montado um posto de comando no Aeródromo Municipal da Maia, informação reiterada pelo diretor do equipamento, Pedro Barros Prata, que vincou “não existir risco” nem “situações anormais”.

O incêndio teve incidência nas freguesias de Folgosa e Covelas, obrigando à evacuação de casas e foi combatido por 81 homens de várias corporações de bombeiros, auxiliados por 21 viaturas e três meios aéreos.

O trânsito na A3 chegou a ser cortado cerca das 17h00 do dia 11, nos dois sentidos, entre Santo Tirso e a Maia, tendo sido reaberto cerca das 18h30.