PSP precisa de mais agentes urgentemente

No último dia 8 o Comando Metropolitano da PSP do Porto celebrou os 150 anos com uma cerimónia pública no centro do Porto, com as altas patentes a distribuírem condecorações aos agentes do distrito.

Como é habitual são distinguidos os efetivos com medalhas de ouro, prata e cobre, de acordo com o tempo de serviço pelo empenho emprestado à missão.

Assim, foram distinguidos: um Agente Principal, do efetivo da Esquadra de Ermesinde, condecorado com a Medalha de Comportamento Exemplar Ouro, adquirida quando atinge os 25 anos de serviço efetivo, com classe de comportamento Exemplar; um Agente, do efetivo da Esquadra de Águas Santas, condecorado com a Medalha de Comportamento Exemplar Cobre, adquirida quando atinge os 8 anos de serviço efetivo, com classe de Comportamento Exemplar.

Para além das homenagens, constituiu notícia a nível nacional o facto de o comandante metropolitano da PSP do Porto, Miguel Mendes, ter avisado que se não receber pelo menos 200 elementos em 2018 “muitas coisas terão de deixar de ser feitas”.

“Em 1948 tínhamos 1322 elementos, o efetivo atual para exatamente as mesmas áreas funcionais de comando e apoio e esquadras é de 1349 elementos.

Claramente a situação que se vem consolidando merece este clamor de alerta”, disse Miguel Mendes, durante o seu discurso no púlpito em frente à Câmara Municipal do Porto, a propósito do 150º aniversário do Comando Metropolitano do Porto.

Miguel Mendes falou perante a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o diretor Nacional da PSP, Luís Farinha.
“Há anos retraímos o dispositivo, fechando 11 subunidades, para termos mais efeito para visibilidade, proatividade e reatividade.

Hoje, mantendo o permanente défice de 230 homens, significa que fechamos definitivamente mais 10 esquadras”, descreveu o comandante da PSP do Porto, concluindo: “não posso exigir mais aos meus homens”.