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Alunos distribuídos por outras escolas e professores no desemprego após fecho do INED

 

 

Trinta professores e formadores do Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) da Maia ficaram desempregados com o fecho da escola. Os professores da instituição, que se encontravam sem receber os salários desde fevereiro, recusaram dar início a mais um ano letivo no passado dia 4 de outubro.

 

Entretanto, o Ministério da Educação assegurou lugares noutras escolas para os 180 alunos do INED. Numa nota de resposta à TSF, o Ministério garantiu, no início do mês, que “os encarregados de educação já foram informados dos estabelecimentos de ensino que devem procurar para que os alunos prossigam os seus planos de estudo”. De acordo com informação fornecida por alguns pais, os alunos foram distribuídos por escolas dos concelhos de Maia, Porto e Matosinhos.

 

Professores, pais e alunos concentraram-se, em frente à escola, na manhã do último dia 4 de outubro, para assinalar o não início das aulas. Em declarações à Lusa, a professora Isabel Fernandes Moreira explicou que “não houve vontade” de continuar e, por isso, os atuais proprietários do Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) “inviabilizaram o projeto”.

 

Face à tomada de posição dos professores, a PROJEDE (cooperativa de ensino com quem os professores têm contratos assinados), apresentou duas propostas, nomeadamente, aplicar um Plano Especial de Revitalização (PER) ou insolvência.

 

Apresentadas as propostas, os professores ponderaram arrancar com as aulas se até ao passado dia 8 os pagamentos em atraso fossem efetuados pela PROJEDE. Nesse mesmo dia, surgiu “um investidor interessado” e, apesar dos professores “terem ficado convencidos que o negócio estava fechado” e que as aulas começariam, tal acabou por não acontecer. Os professores, sem garantias de que iriam receber os salários em atraso, decidiram não abrir o ano letivo e a escola fecha as portas.

 

No fecho deste jornal (edição em papel de 13 de outubro), confirmamos junto de uma das docentes que até à data os professores do INED não receberam os salários em atraso desde fevereiro.

O INED da Maia é uma escola secundária com cursos de oferta própria, que chegou a operar num acordo de cooperação com o Ministério da Educação, mas desde 2001 passou a ser financiada por fundos comunitários.