Dia da Alimentação focado na migração e pobreza

 

Este ano o Dia Mundial da Alimentação, que se assinala a 16 de outubro, é aproveitado pela FAO – a organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura – para sensibilizar para a problemática da migração. O dia celebra-se sob o lema “Mudar o futuro da migração. Investir em Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural”.

 

A migração passou a ocupar um lugar preponderante nos debates internacionais sobre o desenvolvimento social e económico. Mas a migração faz parte do comportamento humano há séculos.

 

O que mudou? A melhoria do transporte e das comunicações facilitou que muitas pessoas saiam de suas cidades e países. Mas, para outros, a migração continua a ser uma atividade custosa, árdua fisicamente e às vezes mortal.

 

Os indicadores das Nações Unidas mostram que há mais pessoas envolvidas na migração forçada e por situações de dificuldade ou vulnerabilidade, deslocando-se em consequência de conflitos, perseguição e desastres naturais ou porque sentem que não têm outra opção senão fazê-lo, num esforço para escapar da pobreza, das ameaças a meios de subsistência ou outras pressões extremas.

 

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Em 2015, 65,3 milhões de pessoas foram deslocadas à força em todo o mundo e mais de 19 milhões de pessoas foram deslocadas internamente devido a desastres naturais.

 

Os motivos e impactos da migração estão intimamente vinculados aos objetivos mundiais da FAO de combater a fome e obter a segurança alimentar, reduzir a pobreza rural e promover o uso sustentável dos recursos naturais. A FAO desempenha um papel único ao abordar as causas profundas da migração rural forçada e da migração por situações de dificuldade e, ao mesmo tempo, facilitar os benefícios de uma migração ordenada, humana e regular.

 

Em 2018, a FAO e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) presidirão o Grupo Mundial sobre Migração (GMM), um organismo interinstitucional que promove o diálogo sobre questões migratórias no âmbito internacional.

 

Objetivo de desenvolvimento sustentável 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. 

 

Neste objetivo, a segurança alimentar é considerada uma condição complexa que exige uma série de ações complementares para atacar as causas da fome e da desnutrição. As ações necessárias incluem: promoção do desenvolvimento sustentável, melhoria da produtividade e aumento da renda dos pequenos produtores de alimentos, resiliência do sistema de produção de alimentos e uso sustentável da biodiversidade e recursos genéticos. Isso significa levar em conta e envolver diretamente todas as pessoas, inclusive os migrantes.