,

Apesar do PSD Distrital imparcial Bragança Fernandes apoia Santana Lopes a título pessoal

Na sequência da marcação, por parte do Conselho Nacional, das eleições diretas para a eleição do novo Presidente do PSD, que se realizarão no próximo dia 13 de janeiro de 2018, bem como do Congresso Nacional para a eleição dos órgãos nacionais que ocorrerá entre 16 e 18 de fevereiro de 2018, a Comissão Política Distrital do PSD/Porto (CPD PSD/Porto), liderada por Bragança Fernandes, deliberou que não irá demonstrar apoio a qualquer dos candidatos à presidência já conhecidos, Pedro Santana Lopes e Rui Rio, ou a quaisquer outros que venham a surgir. Mas o líder da Distrital já anunciou na passada terça-feira que a sua posição pessoal é do lado de Santana Lopes.

Na declaração após a reunião do passado fim de semana, a CPD do PSD emitiu um comunicado em que refere que irá reger-se nestes atos eleitorais do partido por três princípios: imparcialidade, equidistância institucional e lealdade/solidariedade.
Assim, no que respeita à imparcialidade, a Distrital esclarece também que «os apoios, a cada candidatura, que pela forte e histórica democracia interna do PPD/PSD naturalmente acontecerão, apenas vinculam o(s) próprio(s) e nunca os órgãos distritais».

Quanto à referida equidistância institucional, a Distrital adianta que será mantida pela estrutura do Porto relativamente a «todo o processo eleitoral para as eleições diretas para o Presidente do PSD e para as eleições de Delegados ao Congresso Nacional». No entanto, refere na declaração, «possibilitará a todas as candidaturas, dentro dos meios materiais e humanos disponíveis na Distrital, todas as oportunidades de contacto com os militantes do Distrito».

Finalmente, a CPD PSD/Porto garante que irá trabalhar sempre «de forma leal e solidária com o Presidente que vier a ser escolhido pelos militantes do PPD/PSD, respeitando o importante legado que o atual Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, deixa ao Partido e ao País.

Um legado assente no elevado sentido de Estado, coragem, determinação e honestidade com que Pedro Passos Coelho liderou o partido, e o Governo que teve que aplicar o pior programa de ajustamento de que há memória em Portugal, por erros do Governo antecessor, retirando o País da bancarrota, recuperando a credibilidade externa do País com uma saída limpa do Programa de ajustamento e deixando Portugal em ritmo de crescimento económico».

Presidente tem posição pessoal santanista

A título pessoal, António Bragança Fernandes informou os militantes da maior distrital laranja do PSD que apoiará Pedro Santana Lopes por ser o candidato que tem «o melhor perfil para combater um Governo populista e as esquerdas radicais».

Após a reunião da Comissão Política Distrital do PSD, Bragança Fernandes emitiu um comunicado na terça-feira em que refere ser amigo de Rui Rio e de Santana Lopes, «dois militantes consagrados e com provas dadas na sociedade e no partido». Mas entende que, neste momento, o perfil do próximo presidente do PSD deve ser de cariz humanista e «que tenha um discurso virado para as pessoas e para a resolução dos problemas de vida dos portugueses».

Bragança Fernandes afirma estar convicto que para combater um Governo populista «apoiado pelas esquerdas radicais», o líder ideal deverá ter um perfil menos economicista, numa alusão a Rui Rio.

«O discurso do PSD deve ter uma base humanista da social democracia, sem esquecer o rigor que deve pautar a governação», adianta o líder da Distrital do Porto, razão pela qual a título «unicamente pessoal» irá apoiar o até agora provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.