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Eleitos da CDU exigem solução para ilhas e habitações degradadas

Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal da Maia, Alfredo Maia e Carla Ribeiro, e na Assembleia de Freguesia da Cidade da Maia, Júlio Gomes, acompanhados da deputada do PCP à Assembleia da República, Ana Virgínia Pereira, visitaram, no passado dia 25 de novembro, vários locais de habitação e de edificados degradados no centro da cidade da Maia.

De entre os locais visitadas na sede do concelho destacam-se duas ilhas na Rua de Augusto Simões, que albergam duas dezenas de famílias, várias delas em condições degradadas, insalubres e de sobrelotação de quartos. São situações que exigem realojamento urgente.

«No contacto com moradores, foram identificadas pelo menos duas situações de pedido de habitação na Espaço Municipal, uma das quais há cerca de nove anos.

As situações identificadas em pleno centro da Maia comprovam o quadro de habitação degradada e insalubre que campeia no concelho, e de forma mais intensa nas freguesias da “periferia”, bem como a manifesta falta de resposta à gritante falta de habitações sociais para, pelo menos, um milhar de famílias, como a CDU tem denunciado ao longo dos anos», referem os líderes da CDU da Maia em nota de imprensa.

Assim, após esta visita, e constatados estes problemas, os eleitos pela CDU voltam a frisar «a justeza das propostas da CDU, designadamente na área do Urbanismo e Habitação, das quais se destaca: o lançamento de um Plano Municipal de Emergência para a Habitação e o Urbanismo, com vista à reabilitação integral de zonas degradadas, com prioridade à recuperação de casas, infra-estruturação e tratamento paisagístico da envolvente, o envolvimento de equipas multidisciplinares e a participação ativa das populações, dos moradores e das suas organizações, incluindo cooperativas de construção e habitação».

A CDU destaca ainda as medidas: «a generalização a todo o concelho de Planos de Pormenor e planos de reabilitação urbana, dando prioridade às zonas de maior degradação do edificado, dos espaços e equipamentos públicos e da paisagem, bem como áreas industriais em declínio; o envolvimento ativo das populações nos estudos e projetos dos planos, através de consultas regulares, auscultando efetivamente as suas necessidades e anseios, designadamente através dos eleitos nos órgãos de freguesia e de representantes dos moradores; o estímulo à criação e o apoio ao funcionamento de comissões de moradores, associações de condomínios e cooperativas de habitação, garantindo a sua participação nos processos de consulta e decisão sobre projetos de intervenção urbanística e planos de pormenor; a garantia, na atribuição de fogos sociais, de prioridade às famílias que vivam em condições precárias e/ou de sobrelotação de quartos que não garanta a preservação da intimidade de adultos e filhos de sexos diferentes».