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Insegurança na Maia foi alvo de moção do BE na Assembleia Municipal

O BE apresentou a sua preocupação com a insegurança dos cidadãos na Maia na última assembleia Municipal.

Na sessão ordinária da Assembleia Municipal de 27 de dezembro, o BE usou parte da sua intervenção para manifestar preocupação em relação às queixas de moradores do concelho acerca de uma onda de crimes contra pessoas e bens, que se tem vindo a registar com maior incidência nas Freguesias do Castelo da Maia e da Cidade da Maia.

Para o BE é incompreensível que as autoridades aleguem a falta de agentes, viaturas ou outros meios policiais para por cobro às ocorrências.

Na moção apresentada pelo partido, os deputados bloquistas alertam que «o medo, a insegurança, a impotência, a injustiça, e a indignação fazem parte do quotidiano daqueles que diretamente foram vítimas, dos seus familiares e vizinhos, e de todos aqueles que sabem que, ao continuar aquela inoperância, são candidatos a serem as próximas vítimas».

Lê-se ainda no documento: «O que ouvimos dos responsáveis, da Câmara Municipal, das forças de segurança, da Entidade Metropolitana, do ministro, é que estão todos muitos preocupados com a segurança, que já fizeram todos os esforços de darem a conhecer a quem de direito a situação, que se esperam medidas, mas a constatação de facto é que continua tudo na mesma, com tendência a agravar».

Os deputados bloquistas reprovam a inoperância de todos os responsáveis concelhios, metropolitanos e dos governantes, reclamando a tomada de medidas de caráter urgente e eficazes para responder a esta onda de assaltos no concelho.
A moção foi aprovada por maioria, com os votos do BE e da Coligação “Maia em Primeiro” (PSD/CDS.PP), com a abstenção da Coligação “Um Novo Começo” (PS/JPP), da CDU e PAN.

Se não tiverem sido tomadas as medidas que o BE reclama no espaço de 60 dias, a Assembleia Municipal deverá promover uma sessão extraordinária para discutir este problema.


Patrulha de cidadãos em Nogueira com turnos organizados de vigilância

“Estamos fartos de ser roubados e vamos caçar quem nos rouba”. Este é um dos lemas inscritos na página de Facebook dos Vigilantes de Nogueira da Maia, criada online desde setembro de 2016. Nesta plataforma, o grupo vai dando conta dos assaltos que vão decorrendo, com inclusão de fotografias dos automóveis “desprovidos” das jantes ou com os vidros partidos.

Os gestores da página chegam a dar conta de escalas de vigilância com turnos estabelecidos, supõe-se que pelos próprios vigilantes e donos desta página de Facebook, que assim pretendem defender a população e agir numa ação preventiva para tentar afugentar os ladrões. Ao mesmo tempo, colocam dicas de zonas assaltadas e outras para que a população se previna.

Apesar de ter havido algumas vozes contra este tipo de conduta “miliciana”, o número de mensagens de incentivo na página tem crescido ao ponto dos Vigilantes terem publicado em novembro passado um “post” de agradecimento: «Obrigado a todos aqueles que de forma construtiva nos ajudam e divulgam o que fazemos para que não nos voltem a roubar!». O grupo acredita que «os ladrões não vão querer voltar a Nogueira, se souberem que é vigiada».

Angélica Santos