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Maia e Valongo propõem visão regional e metropolitana para a linha de Leixões

Os municípios de Valongo e da Maia pretendem a inclusão de um troço Ermesinde-Águas Santas-Arroteia com ligação à Asprela.

No próximo dia 23 haverá reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP) e existem duas propostas em cima da mesa, sendo que a do Coordenador dos Transportes da AMP e presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, exclui Ermesinde da linha de Leixões para passageiros. Por outro lado, o PCP fez aprovar na Assembleia da República recentemente outra ideia de traçado: Leixões-Ermesinde-Campanhã.

Os dois autarcas, José Manuel Ribeiro e António Silva Tiago não gostaram de tomar conhecimento pela comunicação social, nomeadamente através da notícia do JN de 6 de fevereiro, do traçado proposto por Marco Martins, que consideram «uma solução incompleta e só pode fazer sentido se enquadrada numa visão global de reformulação da rede ferroviária dos Comboios Urbanos do Porto sem prejudicar os milhares de cidadãos que usam as linhas do Douro e do Minho todos os dias».

Num comunicado conjunto, os dois autarcas defendem a inclusão de Ermesinde na Linha de Leixões. Esta posição não pretende ser concorrente mas complementar à de Marco Martins, coordenador metropolitano dos transportes e mobilidade, que tem em vista uma ligação entre Vila Nova de Gaia e Leixões que passa por Campanhã, mas exclui Ermesinde.

Valongo e Maia pretendem “a inclusão do troço Ermesinde-Águas Santas-Arroteia com ligação à Asprela, nas negociações com a CP, destinadas à reativação do serviço de passageiros”. Os autarcas já formalizaram esta proposta junto do Conselho Metropolitano do Porto para ser discutida na próxima reunião.

Ambos os municípios “defendem uma visão regional e metropolitana para este assunto”. Adiantam que o eixo Ermesinde-Águas Santas-Arroteia “debita imensos passageiros diariamente para o sistema. É uma zona muito importante no norte da área metropolitana do Porto que, junto com a importância de todo o tráfego que vem da Linha do Douro e da Linha do Minho, ia potenciar bastante o futuro interface da Asprela e os vários equipamentos existentes”.

Além de tudo, frisam os presidentes de Maia e Valongo, “este é um exercício de planeamento” que surge “em coerência com o que está assumido nos próprios documentos de planeamento da mobilidade urbana da área metropolitana e nos planos municipais dos vários municípios por onde ela passa, nomeadamente em Matosinhos, tangencialmente no Porto, na Maia e em Valongo”.

Os autarcas de Maia e de Valongo acreditam “que faz todo o sentido e deve ser tido em consideração um estudo de uma solução completa, que tenha uma visão global de reformulação da rede ferroviária dos comboios urbanos do Porto”. Isto sem prejudicar os cidadãos que utilizam as linhas de Braga, Guimarães e Marco de Canaveses ou os das Linhas do Douro e do Minho.

Esta “nova” linha ferroviária adaptada agora ao transporte de passageiros permite “potenciar um equipamento regional igualmente importante – o Interface da Asprela – que engloba o Hospital São João, o Polo Universitário, os vários equipamentos aí existentes e a linha amarela do Metro.

Silva Tiago e José Manuel Ribeiro terminam a comunicação sublinhando que “os municípios de Valongo e da Maia não abdicam da visão integrada dos projetos e dos investimentos nas grandes infraestruturas de mobilidade. A discussão e as soluções técnicas devem passar por opções que sirvam as populações de forma a promover a coesão social.

A linha ferroviária de ligação ao Porto de Leixões é um assunto da maior importância e uma peça fundamental do sistema de mobilidade como elemento articulador das linhas de transporte público a nascente e a norte não podendo ser um processo de exclusões mas sim de integração modal e de benefício da população”.