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Clube dos Pensadores celebrou 12 anos com Pedro Duarte

Já lá vão 121 debates sempre liderados pelo seu fundador, Joaquim Jorge, no Clube dos Pensadores. Nestes 12 anos de promoção do debate de ideias já por lá passaram personalidades como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Rui Rio, Assunção Cristas, Catarina Martins, Jerónimo Sousa e tantos outros.

Desta vez, o convidado foi Pedro Duarte, jovem promissor político e diretor da campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.
Pedro Duarte começou por dar os parabéns ao Clube dos Pensadores e elogiar Joaquim Jorge pelo seu trabalho cívico. Em relação à sua saída da vida política, explicou que o facto de ter saído não significa que tenha perdido o interesse pela política. Foi deputado e secretário de Estado, mas achou por bem fazer uma paragem e apostar na vida privada.

Diz que não é um profissional da política e que trabalha no privado (Microsoft), por isso mesmo, não está dependente da política. Para ele é uma vantagem ser uma voz livre.

Pedro Duarte referiu que os políticos portugueses não acompanham as mudanças necessárias, essencialmente, motivadas pela inteligência artificial. Vivemos tempos de grandes incertezas e já estamos a sentir os seus efeitos.

Na sua opinião, “as coisas mudam muito rapidamente e os nossos políticos não estão a acompanhar! Está tudo em aberto no cenário nacional e cita o exemplo da França: Macron percebeu e ganhou as eleições. Percebeu que a Europa está em mudança, também aconteceu o Brexit em Inglaterra, Itália está a mudar. A Alemanha mantém-se com Merkel, mas toda a gente já percebeu que está em final de ciclo. O cenário político sofreu profunda transformação”.

Portugal terá que enfrentar o choque da mudança na vida política e há gente nos partidos que ainda não percebeu isso, defendeu, apontando que “a generalidade dos partidos e dos agentes políticos fogem dos problemas e das respostas pelas quais anseia a sociedade. É um mal comum à generalidade das democracias mais liberais”.

Terminou dizendo que, apesar de Portugal ter sabido resistir até agora aos movimentos populistas que têm vindo a crescer em vários países europeus, sem grandes reformas nos partidos e de agentes políticos, os portugueses não devem ficar descansados.

Questionado por Joaquim Jorge se é o “menino” de Marcelo, Pedro Duarte diz que nunca foi atrás de ninguém e que não se considera o menino do professor Marcelo. Sobre Rui Rio e a sua liderança no PSD, diz que está tudo em aberto e que tem todas as condições para se afirmar. “Está nas suas mãos, apesar de algumas escolhas infelizes”.

O CDS vai passar a “perna” ao PSD? Pergunta Joaquim Jorge.
Pedro Duarte diz que não é grave hoje em dia isso acontecer, porque o futuro será sempre o PSD chegar ao poder com a ajuda do CDS. O importante é mesmo entre os dois terem os 116 deputados.

O debate terminou com todos os presentes a cantarem os parabéns ao Clube dos Pensadores.