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Maia atinge recorde de recolha seletiva, 75 Kg por habitante

No primeiro mês do ano, Maia bateu o recorde com a recolha seletiva por habitante. As “Retomas com origem em recolha seletiva” atingiram um valor recorde, ultrapassando os 75 kg por habitante, um valor consideravelmente acima do previsto na meta do Plano estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos – PERSU (68 kg).

A revisão do PERSU 2020 é um dos temas que vai ser abordado no 12º Fórum Nacional de Resíduos, que decorre a 18 e 19 de abril. Entre os temas em cima da mesa estão o cumprimento das metas de reciclagem, as soluções para a valorização dos orgânicos, a viabilização no mercado dos CDR, o destino da fração-resto, a partilha e a otimização de infraestruturas e os instrumentos económico-financeiros.

“É com satisfação que a Maiambiente vê os cidadãos da Maia cada vez mais envolvidos no processo de separação”, realça a entidade em comunicado. “Este sucesso deve-se, em grande parte, ao esforço e contributo dos cidadãos maiatos”, acrescentam.

Em resultado desse esforço, foram recolhidas seletivamente cerca de 900 toneladas de resíduos, através dos vários sistemas de recolha: ecocentros, ecopontos e porta a porta.

Resíduos valorizáveis atingem 32% das recolhas

Já no mês passado a Maiambiente tinha dado a conhecer números muito positivos no que respeita à qualidade dos resíduos recolhidos, anunciando que «os resíduos valorizáveis representam mais de 32% dos recolhidos no concelho. Em 2017, a empresa municipal enviou para reciclagem mais de 19 mil toneladas de materiais com potencial de valorização. Também o índice de preparação para reutilização e reciclagem atingiu os 40%, ultrapassando, assim, as metas definidas pelo Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU) 2020 para 2017 (38%)».

Para o Presidente da Maiambiente, Paulo Ramalho “estes valores só são possíveis, graças ao empenho e extraordinária adesão da população”.

Vidro é o material mais reciclado na Maia

O destaque vai para a recolha de vidro (3.308 toneladas) e de embalagens (2.602 toneladas) que registaram o máximo dos últimos três anos. É de salientar ainda que, nesta última fração, a Maia é o município da área LIPOR que mais resíduos recolhe, em valor absoluto. Segue-se a recolha de papel/cartão que registou 2.969 toneladas de resíduos encaminhados para reciclagem.

Com a implementação do projeto de recolha seletiva de resíduos orgânicos, desenvolvido pela Maiambiente, foi possível a recolha e envio para compostagem de 2.151 toneladas destes resíduos.

Trata-se de um serviço gratuito e destinado preferencialmente a grandes produtores de resíduos orgânicos, como por exemplo cantinas de empresas ou de escolas, restaurantes, cafés, etc. A Maiambiente, para além de oferecer a recolha seletiva, disponibiliza contentores castanhos, devidamente identificados, para a deposição seletiva dos resíduos separados.

Foram ainda recolhidos seletivamente 2.307 toneladas de resíduos de construção e de demolição (RCD), 2.131 toneladas de resíduos de jardins, 1.348 toneladas de madeira, 507 toneladas de resíduos provenientes dos cemitérios, 312 toneladas de plástico e 176 toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE).
A Maiambiente acrescenta no comunicado que «procura constantemente encontrar soluções cada vez mais à medida das necessidades dos cidadãos para garantir a eficácia da separação por eles levada a cabo».