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Livro “Arquivo (depósito)” de Sobral Centeno apresentado na Fundação Gramaxo

Foi no passado dia 7 de abril que o artista plástico Sobral Centeno lançou o seu livro “Arquivo (depósito)” na Fundação Gramaxo – Quinta da Boa Vista, sendo este um olhar sobre décadas de trabalho e histórias que o acompanharam.

O presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, iniciou a cerimónia num discurso em que aproveitou para realçar “o investimento da cultura como uma aposta mais afirmada do município”, admitindo ser apreciador da arte de Sobral Centeno.

O evento contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal, António Bragança Fernandes e membros do executivo da Câmara Municipal da Maia.

A designer Joana Machado foi uma das oradoras convidadas, afirmando “ser um orgulho e privilégio mergulhar na obra de Sobral Centeno” e que “um livro só pode ser criado em diálogo e que essa foi uma parte fundamental na sua criação”.

O amigo e professor Francisco Laranja começou por realçar que “o importante é o que está aqui atrás” referindo-se à capa do livro que estava estampado na parede.

O professor referiu que o livro “é um documento que tem uma escala que extrapola para além deste objeto em si mesmo” e torna interessante ver “como se desenha desde 1968 até aos anos 90”.

“Este livro coloca-me duas questões que a mim me parecem interessantes: o que interessa mostrar e o que não interessa mostrar “, realçou Francisco Laranja.

“Todos os dias vou ao meu atelier seja para estar lá 5 minutos, 50 minutos ou 5 horas…”

Sobral Centeno justificou porque apresentava o seu livro na Maia: “tudo isto começou há uns anos atrás, numa exposição que fiz no Jornal de Notícias, em que o Engenheiro Bragança Fernandes, que ainda era o presidente da autarquia, disse que gostava de ter uma exposição minha na Maia e tudo foi avançando sem perdermos o contacto”.

O artista plástico realçou que o livro “é um levantamento de muita coisa que não tinha organizado” e que “resultou de um trabalho brilhante graças à designer Joana Machado”, concluindo ser um “culminar de um projeto que demorou cerca de dois anos”.

No final, houve direito a uma sessão de autógrafos onde os convidados viram os seus livros autografados pelo artista plástico.