,

Folgosa já tem obra feita após seis meses de presidência de Vítor Ramalho

Após seis meses na liderança da Junta de Freguesia de Folgosa, o Maia Primeira Mão quis saber junto do presidente Vítor Ramalho como tem decorrido o trabalho e a articulação com a sua equipa e com a população. O balanço é “positivo”, sempre com o mesmo desígnio: “queremos o melhor para Folgosa”.

Vítor Ramalho começa por referir que ele e a sua equipa assumiram juntos “o compromisso de gerir a freguesia com dedicação, honestidade, transparência, rigor e competência, de uma forma equilibrada, justa e sobretudo realista. É assente nestes princípios que trabalhamos diariamente”.

Apontando um balanço “positivo”, o autarca explicou que se começou por “fazer algumas alterações no funcionamento interno da Junta, nomeadamente na parte administrativa, operacional e gestão do Centro de Convívio. Identificamos as prioridades para este ano e é nelas que estamos a trabalhar tendo sempre como base os objetivos que apresentamos no nosso Manifesto Eleitoral. Somos uma equipa e é assim que estamos a trabalhar. E acredito que será da mesma forma ao nível da Assembleia de Freguesia, porque todos queremos o melhor para Folgosa”.

E com a população, o trabalho tem sido de proximidade? A esta nossa questão, Vítor Ramalho explica que tem “estado à disposição de toda a população, dos mais novos aos mais idosos, das coletividades, das associações, das escolas, das empresas, de quem tem necessidade de alguma ajuda ou informação da Junta de Freguesia. O trabalho que desenvolvemos de proximidade passa também por termos sempre uma palavra amiga e até de conforto, porque por vezes não conseguimos resolver o problema em causa nem darmos o respetivo seguimento”.

E é neste contexto de proximidade que, além do atendimento diário, o executivo já realizou “reuniões com escolas, comissões de festas e coletividades. Estabelecemos um contacto permanente de proximidade com a população, pois é no terreno que identificamos situações. Queremos ser vistos como um parceiro, um facilitador, um impulsionador de toda a comunidade”.

Imóvel ‘Bodeguita’ é a primeira obra concluída

A primeira obra que este executivo fez foi a requalificação de um imóvel em Vilar de Luz, denominado por Bodeguita. Trata-se de “um espaço importante para aquela localidade”, que, além de outras valências, permite também à Comissão de Festas da Srª da Luz a realização de eventos para angariação de fundos de apoio às festividades”.

Temos outras obras elencadas, sublinha o presidente, “como a requalificação do edifício sede da Junta e a regularização do pavimento da Rua do Ribeiro, para as quais estamos a recolher orçamentos. Definimos regras no que respeita ao serviço operacional de limpeza de alguns espaços da freguesia, o que nos permitiu obter uma maior eficiência.

Estamos a dinamizar o Centro de Convívio de Vilar de Luz com o objetivo de manter os utentes ativos, este ano já foram visitar o Zoológico da Maia, participaram nos XIV Jogos da Família, realizaram uma atividade intergeracional com os alunos da pré da EB1/JI Centro Escolar de Folgosa – a caça ao ovo da Páscoa e temos, em fase experimental, uma atividade ligada à música, além de outras atividades que já estavam implementadas como por exemplo a ginástica.

O serviço de psicologia da Junta de Freguesia está também a levar a cabo nas EB1/JI de Santa Cristina e EB1/JI Centro Escolar de Folgosa sessões sobre Gestão Comportamental direcionadas a todas as turmas, cujo objetivo é promover e estimular os comportamentos adequados e assertivos por parte do aluno, nos diferentes espaços/atividades do contexto escolar (sala de aula, refeitório e recreio), de forma a diminuir ocorrências de indisciplina e conflito”.

Presidente quer investir na área social, desportiva e recreativa

Mas a ação não fica por aqui. Ainda falta grande parte do mandato, para o qual existem três projetos a dar continuidade, enumera Vítor Ramalho: “o convívio dos idosos, a festa de natal das escolas e o festival cultural. Queremos também criar um novo evento denominado Noites de Verão.

Além do que atrás já referi existem obras ao nível de infraestruturas e acessibilidades que queremos ver resolvidas, nomeadamente a pavimentação e manutenção de alguns arruamentos bem como a construção de passeios, de forma a melhorar as condições de segurança para os peões. Um dos nossos principais objetivos é a construção de um polidesportivo junto às Piscinas Municipais, que prevê também circuito de manutenção, ginásio ao ar livre, zona de lazer e parque de estacionamento”.

Após a tomada de posse e dando início ao trabalho, o autarca viu a necessidade de acrescentar novas atividades ou obras ao seu programa eleitoral. Isto para que fossem dadas melhores condições e para “proporcionar a qualidade de vida aos folgosenses”, frisou, “algumas já identificadas, que sendo realizadas serão uma mais-valia para a nossa Freguesia”.

Folgosa tem mais verbas, graças a critérios mais rigorosos e justos, considera o autarca

Do contrato de delegação de competências assinado com a Câmara Municipal da Maia, quisemos saber o que considerava mais positivo para a gestão da Junta de Freguesia, ao que Vítor Ramalho explicou que, “até 2014 as Juntas recebiam da Câmara duodécimos, o que para Folgosa representava cerca de 156 mil euros num mandato.

Este valor era atribuído sem qualquer critério, existindo outras freguesias com menos população e área que recebiam um valor bastante superior. A partir de 2014 e, por força da lei, foram celebrados os Acordos de Execução e, dessa forma, as verbas atribuídas são acompanhadas da respetiva delegação de competências, sendo que não houve qualquer alteração ao montante recebido”.

E acrescenta o presidente, que “há muito que a nossa freguesia reclamava junto da Câmara, porque sentíamos que estávamos a ser prejudicados em relação às outras freguesias. No início deste mandato o executivo municipal decidiu, e bem, criar uma fórmula de cálculo para a atribuição dos respetivos valores, tendo em conta alguns critérios que são bastante importantes, tais como população, território e percentagem de solo rural. Não posso afirmar que seja o método correto, no entanto, agora existem critérios, o que não acontecia anteriormente. Desta forma a freguesia de Folgosa passa a receber no mandato de 4 anos cerca de 260 mil euros, um crescimento na ordem dos 66%”.

Assim, conclui Vítor Ramalho, “com esta alteração existem freguesias que vão continuar a receber o mesmo o que me leva a concluir que estavam a receber demais”. É um montante “essencial para a gestão da Junta”, cujas receitas provêm do Acordo de Execução e do Fundo de Financiamento de Freguesias. No entanto, “é preciso ter em conta que esta verba está alocada ao exercício das competências delegadas”.

Politicamente, Vítor Ramalho sente-se motivado a concretizar projetos pela freguesia e não propriamente a estipular prazos para a manutenção no poder. O autarca refere que pretende realizar os “objetivos do Manifesto Eleitoral, porém, como não depende só de nós, não posso afirmar se tenho um projeto de 4, 8 ou de 12 anos”.
É certo que o seu “compromisso” é o de trabalhar pela “qualidade de vida e bem-estar da comunidade que representamos”