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EDUCAFRICA faz diagnóstico em S. Tomé e Príncipe para futuros apoios

A EDUCAFRICA é a única ONG (organização Não Governamental) sediada na Maia, fundada em 1 de junho de 2011, com o fim de ajudar países africanos, em particular dos PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa.

Mário Gouveia, dirigente desta entidade sem fins lucrativos, volta a fazer nesta altura uma viagem para ajudar mais uma comunidade. Partiu a 24 de abril para S. Tomé e Príncipe, onde se vai manter até 5 de maio, no sentido de realizar reuniões com responsáveis governamentais e outras entidades e auscultar as necessidades deste país.

A ONG tem centrado o seu trabalho de ajuda voluntária na Guiné-Bissau pretendendo agora estender a solidariedade a Moçambique, onde também já se realizou uma primeira viagem em abril, e a S. Tomé e Príncipe.

EDUCAFRICA atua essencialmente em três vertentes, educação, saúde e ambiente. Mário Gouveia adianta ainda que “tem um projeto inovador na área da Cultura, em parceria com o ISMAI, para desenvolver estruturas de apoio ao património imaterial”.

Na Guiné-Bissau a EDUCAFRICA apoia dois infantários, um hospital e, no âmbito ambiental, já colocou em marcha vários tratamentos e recolhas para reciclagem do lixo.

Mário Gouveia lembra que há dois anos a organização ganhou “um prémio com o projeto da lâmpada solar, que não é mais que uma garrafa de água colocada na palha dos telhados das casas (cabanas), “em que o sol reflete e dá uma luz equiparada a uma lâmpada de 40 watts”. Deu direito a ganhar o prémio da instituição Yves Rocher francesa.

As lâmpadas solares e vários painéis solares foram colocados nas maternidades e escolas primárias das aldeias, que não tinham luz.

A Moçambique a entidade já levou uma máquina que transforma o plástico noutros materiais de uso no quotidiano, como pratos e copos. “Fizemos formação numa escola profissional e deixamos lá a máquina para continuarem a usar. A Lipor é nossa parceira neste tipo de projetos.

Temos mobilizados muitas pessoas de lá para a educação ambiental, sensibilizando para a ideia de que o lixo pode ser uma fonte de receita financeira”, explicou Mário Gouveia.

Nesta viagem a S. Tomé e Príncipe, a missão é de reconhecimento, pois “ainda não conhecemos o país. Fomos solicitados a apoiar, mas precisamos saber em que áreas podemos fazê-lo, quem já está no terreno para não sobrepor ações. Teremos reuniões com entidades desde o Presidente da República, ao Ministro dos Assuntos Sociais e do Trabalho, Reitor da Universidade Santomense, várias ONG’s e com o povo”, concluiu Mário Gouveia.