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Violência doméstica abordada na peça de teatro “Rosas de Sangue”

O Auditório da Quinta da Caverneira recebe a 9 de junho, pelas 21h30, a peça de teatro “Rosas de Sangue – As Ruas Mais Belas são Feitas de Pedra” pela companhia Urze Teatro de Vila Real.

«Foi em Veneza. Estávamos a passear por entre as ruas da cidade. Eu quis comer um gelado. Ele comprou-me o gelado. Deu-me o gelado com um olhar sedutor e libertino. Um verdadeiro Casanova. Taus! Senti a mão pesada dele no meu rosto» – é este o mote para a história que se desenrola em palco.

“Rosas de sangue” é uma espécie de documentário teatral selecionado que retrata episódios de três mulheres que foram vítimas de violência por parte dos seus companheiros. As três, em consequência das agressões, cometeram crimes, num dos casos premeditado, noutro por impulso e um terceiro por um ato de loucura momentânea, que em comum podemos chamar de legítima defesa. Elas viram-se obrigadas a libertarem-se dos atos de violência que sofreram por parte dos seus agressores ao longo de anos.

Quatro mulheres partilham as histórias dramáticas de medo e terror a que foram sujeitas. Submersas, emotivas e verdadeiras, elas experienciaram impulsos de grande intensidade, de revolta, que marcaram os seus destinos. Em comum, elas não escondem o que viveram e fizeram. As suas palavras e ações provocam-nos uma empatia e um conflito de sentimentos, muitas vezes contraditórios, outras vezes apaixonantes.

Elas são as rosas, os espinhos são as marcas que elas trazem tatuadas no corpo, o sangue as suas memórias, as memórias que não podem esquecer, são rosas de sangue.

Texto e encenação é de Fábio Timor. A interpretação a cargo de Isabel Feliciano, Glória de Sousa, Paula Rios e Anabela Nóbrega.

O bilhete tem o custo de 5 euros (normal) ou 3 euros (desconto para estudantes, maiores de 65 anos, profissionais das Artes Cénicas e Desempregados).