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Políticas de ambiente sustentável com resultados cada vez melhores na Maia

A Maia é líder nacional no índice de resíduos recicláveis recolhidos por habitante, que já atinge os 75 Kgs por cada maiato, e é um dos municípios na linha da frente quanto ao respeito pelas emissões de partículas poluentes cuidando assim da qualidade do ar.

A informação recolhida e apresentada pela empresa SUMA à presidência da Câmara da Maia refere que o aumento do índice de resíduos recicláveis recolhidos, no primeiro mês de 2018, é de cerca de 900 toneladas provenientes dos vários sistemas de recolha (ecocentros, ecopontos e porta-a-porta).

As retomas para valorização são próximas dos 75 Kgs por habitente, o que torna o município da Maia líder nacional neste indicador, assistindo-se a, de acordo com a empresa de gestão e recolha de resíduos/limpeza urbana, a “resultado de excelência”.

Assim, a empresa felicitou o executivo municipal pelas “mais-valias que este facto encerram, sobretudo pelo seu valor intrínseco na geração de poupanças políticas decorrentes de maiores níveis de participação na deposição seletiva, com o estímulo a uma maior perceção da importância coletiva dos princípios do combate ao desperdício por reciclagem de recursos”.

Em declarações ao Primeira Mão, o Presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, sublinhou que muitos dos indicadores que diferenciam a Maia pela positiva, no panorama ambiental nacional, são em primeiro mérito das maiatas e dos maiatos, que souberam compreender os objetivos ambiciosos que há mais de duas décadas prosseguimos e aderiram às políticas ambientais que muitos viam como uma ousadia difícil de concretizar.

António Silva Tiago sublinhou que está “convicto que o sucesso dos programas de educação ambiental e de educação para o desenvolvimento sustentável que fazem caminho na Maia desde o início dos anos 90, estão na base dos excelentes resultados na recolha seletiva, na mudança de hábitos e comportamentos dos nossos munícipes.

Há hoje na Maia uma fortíssima consciência ambiental, individual e coletiva, que leva as pessoas a aderir entusiasticamente aos modos suaves de mobilidade, a uma interação mais sustentável com o território e a uma vida menos impactante no ambiente e na Natureza, compreendendo bem que a todos cabe uma quota-parte na responsabilidade de cuidar bem do Planeta, começando pelo lugar onde moram ou trabalham, naquela lógica do agir local para mudar global”.

Maia com cartão verde quanto a níveis de poluição do ar

Há 15 cidades portuguesas em que é ultrapassado o limite de poluição atmosférica recomendado pela OMS – Organização Mundial de Saúde.
De acordo com o mais recente relatório da organização, divulgado pelo DN, Estarreja atinge o valor máximo (15 microgramas), sendo que Guimarães é a cidade que está abaixo do limite, com o valor mais baixo (3).

O Porto está abaixo do limite das 10 microgramas por metro cúbico de ar, nível máximo de partículas finas inaláveis (PM2,5), determinado pela OMS, a par de outras cidades do distrito, onde se inclui a Maia.

O município maiato está na lista verde nesta área, ou seja, é um dos municípios do distrito do Porto que além de respeitar os limites poluentes, está abaixo desses limites estipulados pelas diretivas nacionais e, sobretudo, pelas diretivas da OMS, que ficam abaixo das portuguesas e comunitárias.


Mas há exceções no distrito do Porto, como os casos de Vila do Conde, que ultrapassa as 10 microgramas (11), e Matosinhos, que se encontra no limite (10).

Em causa está a poluição com partículas minúsculas (PM2.5 – as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos organismos) que entram nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando doenças potencialmente mortíferas como derrames cerebrais, ataques de coração, obstruções pulmonares e infeções respiratórias.

Os valores limite indicados pela OMS são, no entanto, mais baixos do que os da legislação portuguesa e comunitária, que é de 25 microgramas por metro cúbico de ar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que, a nível global, nove em cada dez pessoas respiram ar poluído e contaminado.
Na Europa e no continente americano, os níveis de contaminação do ar têm-se mantido estáveis ao longo dos últimos seis anos, com ligeiras melhorias.

Os 15 locais que excedem o limite de 10 microgramas por m3 são: Estarreja – 15; Almada – 14; Cascais -14; Lisboa -13; Portimão – 13; Albufeira – 12; Buraca – 12; Faro – 12; Algueirão-Mem Martins – 12; Ílhavo -12; Marateca – 12; Aveiro – 11; Chamusca – 11; Setúbal – 11; Vila do Conde – 11.
Os sete locais no limite são: Barreiro -10; Coimbra – 10; Loures – 10; Odivelas -10; Perafita – 10; Santiago do Cacém – 10; Senhora da Hora (Matosinhos) – 10.

Mais uma vez, o autarca da Maia, António Silva Tiago, questionado pelo Primeira Mão sobre esta matéria sublinha o seu entusiasmo com “o desígnio de fazer da Maia o primeiro território com balanço de carbono zero. E o facto de a comunidade ter esta abertura à participação proativa na mudança por um mundo melhor, mais limpo, mais puro e mais saudável. É para mim muito estimulante dedicar-me ao desígnio da descarbonização do nosso território, sentindo-me acompanhado por uma equipa no executivo também muito motivada e focada nesse objetivo, sabendo que temos connosco uma comunidade inteira que nos apoia e se envolve proativamente em todas as ações que desenvolvemos, partilhando este compromisso por uma sustentabilidade integral, que inclui o ambiente, a coesão social e o desenvolvimento económico, sem pôr em crise nenhum destes fatores estratégicos para o nosso futuro. É esta partilha que faz da Maia uma família feliz com esperança no devir!…”.

Técnicos municipais participaram em formação sobre objetivos sustentáveis das Nações Unidas

A 25 de setembro de 2015, os 193 países que constituem as Nações Unidas aprovaram, por unanimidade, no Âmbito da Agenda 2030, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que englobam 169 metas a atingir até 2030. Esta Agenda pretende agilizar para a transformação, para a prossecução de um mundo mais justo, mais digno e mais sustentável.

A abrangência universal da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um imperativo ético e a existência de um conjunto de indicadores nacionais vai garantir uma resposta mais adequada de cada país. A ambição é “não deixar ninguém para trás”, numa ação assente em 5 pilares: pessoas, prosperidade, planeta, paz e parcerias.

O Relatório nacional sobre a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável salienta “o relevante papel desenvolvido pelas autarquias locais na implementação da Agenda 2030 nos seus territórios, através de um conjunto de iniciativas”.

Nesse sentido, e na continuação do trabalho que o município da Maia tem desenvolvido no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, teve lugar recentemente uma formação sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ministrada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, a mais conceituada Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) a nível nacional.

O objetivo desta formação foi lançar as bases para o trabalho de uma equipa multidisciplinar, que inclui as várias áreas da Câmara Municipal da Maia, bem como as Empresas Municipais, de forma a ser elaborada uma Agenda 2030 Local para o Desenvolvimento Sustentável.