Vigararia da Maia debateu alterações climáticas

Realizou-se no dia 26 de abril, na Casa do Povo de Vermoim, um debate sobre as alterações climáticas, promovido pela Vigararia da Maia.

A sessão teve como pano de fundo um documento fundamental para a Igreja Católica, a encíclica “Laudate Si”.

Coube ao convidado, Prof. Nuno Martins, doutorado em Economia pela Universidade de Cambridge e docente na Universidade Católica do Porto, lançar as bases fundamentais da reflexão proposta, enquadrando os problemas decorrentes das alterações climáticas, na meditação e no entendimento plasmados pelo Papa Francisco no citado documento.

O Padre Orlando dos Santos, Vigário das paróquias da Maia, teve a seu cargo a alocução de abertura, na qual expressou as suas preocupações sobre os impactos que as alterações climáticas estão a produzir no Planeta, aludindo às responsabilidades individuais e coletivas que é preciso assumir nesta matéria.

Victor Dias foi o moderador do debate, animado por uma audiência que não sendo muito numerosa, foi em todo o caso grande em qualidade das questões colocadas ao orador, Nuno Martins, num diálogo que revelou por parte do público um elevado grau de conhecimento sobre o tema em análise.

Na sala, entre párocos e leigos, destacou-se o Diácono Joaquim Armindo, que endereçou ao orador, perguntas reveladoras de uma consciência muito proativa sobre as questões ambientais, mas também sobre o documento emanado do Papa.

Ao debate foram trazidas questões como a economia linear e os seus impactos na pegada ecológica, bem como a necessidade de intensificar a promoção da economia circular enquanto modelo mais sustentável.

O Professor colocou a sua tónica na necessidade de se ter alguma prudência na responsabilização individual dos cidadãos, sublinhando que embora caiba a cada um fazer a sua parte, através da mudança de hábitos e comportamentos de consumo e participação nos processos cívicos de preservação do ambiente, é preciso acautelar que não se exceda nesse foco, retirando-o e poupando os líderes das nações mais poderosas e das economias emergentes, onde, em sua opinião há muitas culpas no cartório.

Nuno Martins foi muito claro ao considerar que a par de uma ação responsável dos cidadãos e dos líderes locais, é imprescindível que os líderes mundiais tomem medidas indispensáveis que terão impacto global.