,

António Capucho crítico quanto a funcionamento dos partidos

António Capucho foi o convidado central do encontro desta segunda-feira à noite do Clube de Pensadores, em Gaia. Começou por agradecer a Joaquim Jorge e ao Clube dos Pensadores (CdP), o honroso convite e, por se assumir como um independente.

Este co-fundador do PSD, expulso em 2013 do partido por se ter candidatado a uma câmara municipal como independente, Capucho considerou que o financiamento dos partidos favorece uma prática muito negativa. Afirma que existe um défice grave de transparência na política e nos partidos.

António Capucho é um defensor de Marcelo Rebelo de Sousa e da Regionalização assente em cinco regiões. Não reconhece qualidades em Pedro Santana Lopes para ser presidente do partido, por isso foi apoiante de Rui Rio e considera que o líder do PSD herdou um partido muito dividido e com uma grande oposição interna liderada por Luís Montenegro. 

Na sua opinião, Rui Rio teve vários erros de ‘casting’, fez más escolhas, dizendo mesmo que “não é muito feliz a escolher pessoas”. Quando questionado por Joaquim Jorge se Rui Rio está a prazo, Capucho respondeu que todos estão a prazo até às eleições, pois é muito difícil um líder resistir depois de uma derrota. Mesmo assim dá o benefício da dúvida a Rui Rio.

Sobre o governo, António Capucho afirma que o executivo tem conseguido alguma estabilidade, mas que “a estrela de António Costa entrou em decadência” e que a única possibilidade de retirar o poder ao PS é o CDS unir-se ao PSD.