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Uma presidente de Junta próxima das pessoas

Maria José Neves espera que quando terminar este seu mandato de estreia como presidente da Junta de Milheirós, a “freguesia se torne um local melhor para viver”. Em entrevista ao Primeira Mão, a autarca mostra-se satisfeita com a forma próxima como tem decorrido a gestão da Junta no primeiro meio ano.

Após seis meses de exercício na presidência da Junta como tem decorrido o seu trabalho e ligação com toda a equipa?

Num primeiríssimo balanço, considero que o nosso trabalho, que é um trabalho de equipa, tem corrido bem, francamente bem!
É certo que, num primeiro momento, nos deparámos com um conjunto de métodos e de procedimentos que, no nosso entender, não seriam os mais adequados à gestão da autarquia.

Ora, para superá-los, muito têm contribuído todos os membros do executivo e, bem assim, os colaboradores desta casa. A relação entre todos tem sido escorreita, simbiótica e eficaz. É bom trabalhar e privar com milheiroenses dedicados, disponíveis e com um assinalável sentido de serviço público.
Enfim, disse ao longo da campanha eleitoral e repito ainda hoje: temos uma equipa coesa; uma equipa que veste a camisola!

Tem feito um trabalho de proximidade? De que forma?

A Junta de Freguesia de Milheirós existe para ser próxima dos milheiroenses. Ela tem sido, muitas vezes, o rosto institucional da caridade, particularmente junto dos mais vulneráveis e dos mais necessitados.

O seu funcionamento obedece, assim, a uma lógica de proximidade. Como tenho dito, o serviço público faz-se de «porta aberta».
Nesse sentido, tenho ido ao encontro dos milheiroenses, com quem tenho conversado sem horário de expediente.

Tenho ido ao seu encontro nas ruas, nos cafés, ou até nos cemitérios, onde frequentemente troco impressões e escuto as preocupações dos meus conterrâneos. Tenho ido ao seu encontro quando reúno com as suas Associações e Coletividades, tão importantes para a nossa freguesia, e com que temos celebrado vários protocolos e ações de parceria. Tenho ido ao seu encontro quando, na Junta, digo «sim» às muitas famílias que aqui têm sido recebidas com mais confidencialidade e dignidade.

De facto, dar resposta aos problemas dos cidadãos é prosseguir o interesse público através da melhoria dos serviços e de uma boa gestão autárquica. Mas é, fundamentalmente, procurar resolver situações que, apesar de, por vezes, poderem parecer insignificantes, fazem toda a diferença no dia-a-dia de cada um. Isso é trabalho de proximidade.

Das necessidades da freguesia, o que já tem em fase de implementação para colmatar as falhas existentes?

Logo após a nossa tomada de posse, deparámo-nos com uma situação insólita e deveras preocupante. Havia um funeral para fazer e a Junta não dispunha de um coveiro para o efeito. Por isso, de forma expedita, tivemos que arranjar uma solução em 24 horas, que passou pela adjudicação da prestação desse serviço a uma empresa da área. Esta solução manteve-se provisoriamente, durante mais ou menos três meses, tempo suficiente para a autarquia contratar pessoas para os trabalhos de exterior.

Entretanto, depois de vários melhoramentos na gestão da Junta, conseguimos as verbas suficientes para a contratação de mais um funcionário – no total, são agora quatro a trabalhar – a tempo inteiro. Ora, já com um número acrescido de colaboradores, demos início a uma primeira obra: a construção de 11 jazigos no Cemitério nº 2, que à data já não dispunha de quaisquer sepulturas perpétuas.

Depois desta obra, outras virão: por serem necessárias e serão necessárias, como por exemplo a reabilitação deste mesmo cemitério. Limpeza e impermeabilização das paredes de granito circundantes do cemitério e pintura das restantes paredes.

Quais os principais projetos que tem para o mandato?

No meu programa eleitoral, fiz questão de elencar um conjunto de projetos que gostaria de desenvolver durante este mandato e alguns deles estão já em marcha.

Um primeiro diz respeito à nossa Escola (EB1), no Monte das Cruzes, que precisa de uma reabilitação exterior e de uma zona coberta, para que, em dias de chuva, os nossos alunos possam ter aulas de educação física num local abrigado. Na zona de recreio, para segurança das nossas crianças, também há necessidade de intervenção. Assim, em estreita colaboração com este executivo, a Câmara Municipal, através do Pelouro da Educação, já fez o levantamento das necessidades e considerou-as pertinentes e de resolução necessária e premente.

Outro projeto diz respeito à melhoria das nossas vias rodoviárias e, em particular, ao aumento das zonas de estacionamento. Durante os últimos meses, a Câmara Municipal, e a pedido desta Junta, já construiu novos passeios na Rua 5 de Outubro, e estamos convictos que a Câmara Municipal da Maia, na pessoa do Sr. Presidente Eng.º António Silva Tiago, está sensível e atenta às nossas necessidades. Cremos que, em breve, será dado o primeiro passo concreto para a construção de uma nova zona de estacionamento.

Deparou-se com a necessidade de reformular alguma área do seu programa de candidatura?

O programa de candidatura foi feito de uma forma ponderada e à medida das necessidades da freguesia. Deste modo, encontra-se atualizado e em execução.

No entanto, porque ainda estamos no início do mandato, não excluímos a hipótese de haver alguns ajustes. Ponto assente é que esses acertos sejam benéficos para a população de Milheirós.

Do contrato de delegação de competências assinado com a Câmara Municipal, o que destaca como pontos positivos para a futura gestão da Junta?

De facto, a nossa Junta conseguiu várias melhorias face ao anterior acordo de execução da delegação de competências do município da Maia. O valor das verbas transferidas para Milheirós subiu cerca de 13%.

Ainda assim, consideramos que estes números ficam aquém das necessidades da freguesia. É meu dever e minha missão tudo fazer para melhorar o financiamento deste executivo, por Milheirós.

Neste, e, aliás, em todos os capítulos, gostaria de referir que as relações com a Câmara Municipal têm sido muito boas, havendo uma permanente disponibilidade de cooperação e de diálogo.

O seu projeto é de 8 anos?

(Sorrisos) Os milheiroenses são soberanos, votaram e escolheram o meu projeto – que é o projeto de uma equipa competente e dedicada – durante estes quatro anos.

Se esta missão continuará, só o tempo e os milheiroenses saberão. Uma coisa é certa: tudo farei para que, no dia em que terminar o exercício das minhas funções públicas, possa ter contribuído para que Milheirós se torne um local melhor para viver.