,

Fernando Nobre mostrou-se amargurado com a política

Antes das férias de verão Fernando Nobre esteve no Clube dos Pensadores, no dia 11, pelas 21h30, amargurado pelos acontecimentos da sua curta passagem pela política ativa, apesar de defender que um cidadão não depende somente dos partidos.

Lamentou a forma como foi tratado depois da sua passagem pela política, em que foi candidato presidencial e candidato como independente pelo PSD a deputado, perdendo a hipótese de ser Presidente da Assembleia da República.

Fernando Nobre assegurou que, hoje, voltaria a fazer o mesmo, porém ficou ressentido com algumas pessoas. Lutou por um projeto de cidadania, procurou lutar contra as injustiças que presenciava, “num país que estava à beira do abismo, numa situação trágica, o que se verificou com a entrada da troika, que quase levou o país à bancarrota”, referiu Fernando Nobre, que procurou assim dar “ seu contributo cívico”.

“O ser contra o sistema é muito difícil e, normalmente, o sistema costuma triturar quem o faz”, afirmou.

Joaquim Jorge, líder do Clube dos Pensadores, considerou que a passagem de Fernando Nobre pela política não foi tão má, pois “abriu várias novas possibilidades para os independentes nas eleições presidenciais, com a obtenção do terceiro lugar e perto de 15% dos votos, cerca de 600 mil”.

Recordou que Nobre encabeçou a lista do PSD ao parlamento, onde teve um excelente resultado, o que ajudou o PSD a vencer as eleições.

Como líder da AMI, organização não governamental de Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre afirmou que ainda tem um sonho por realizar, um hospital no mato.

Afirma que ainda há um sonho que ficou por realizar, um hospital no mato. Por outro lado, quer preparar a segunda geração da AMI, podendo assim “passar a pasta” daqui a alguns anos. O que pretende depois de sair da AMI é escrever um livro contando a sua história.

Assim terminou mais um ciclo de debates do Clube dos Pensadores, no Hotel Holiday Inn, em Gaia, tendo Joaquim Jorge feito a despedida até setembro.